[OPINIÃO] A relação de amor e ódio com Game of Thrones

Oi cabideiros! Eu sou a Pati e esse é o meu primeiro post aqui no O Cabide sobre séries e filmes! Muito prazer! Antes de começar o post, vamos fazer alguns “combinados” – como diria meu filho mais velho – pra tudo correr bem!
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Combinado? Então vamos lá!

Eu sou apaixonada pela série ‘As Crônica de Gelo e Fogo’, do George R. R. Martin, que é a série de livros que originou o seriado ‘Game of Thrones’, televisionado e produzido pela HBO. Eu e meu marido temos regras sérias sobre quem vai ler primeiro, não poder conversar sobre até o outro terminar de ler e guardar os livros com cuidado no lugar certo da prateleira.

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As Casas de Westeros

 

Essa paixão começou quando vimos a primeira temporada da HBO, adoramos o seriado e fomos atrás dos livros, e aí começou o nosso problema. GRRM é roteirista e escritor, então, ao ler o primeiro livro e assistir a primeira temporada você descobre que é quase literal. Sério, juro. Todos os eventos importantes de um livro de quase 700 paginas estão lá, assim como detalhes e outros pormenores. O que é deixado de lado são detalhes que não fariam diferença na televisão – ao meu ver. E aí, nós – os aficcionados por versões cinematogáficas dos livros que amamos – enlouquecemos de prazer ao ver que é possível SIM uma adaptação ser, na verdade, uma versão. Que fã de Harry Potter não chorou lágrimas de sangue ao ver ‘O Enigma do Principe’ ao perceber tantos fatos importantes serem deixados de fora e aqueles closes desnecessários na Elder Wand?

 

Viciamos, tanto na série quanto nos livros – e o nosso grau de expectativa era super elevado, afinal de contas, tínhamos uma verdadeira raridade em mãos. As temporadas 2 e 3 seguiram a mesma linha, mas começaram a deixar alguns fatos importantes de lado. Até que no final da terceira temporada tivemos a primeira grande mudança dos fatos entre série televisiva e série de livros. Três mortes ocorreram no episódio do Red Wedding – The Rains of Castamere – que não acontecem nos livros, por se tratarem de persongens centrais da trama. Lembro do meu marido levantar correndo, pegar o livro, folhear enfurecido e falando: “Vou provar que a HBO está errada”. Entendam, para quem leu os livros, foi frustrante aquilo acontecer. Colocamos um pouco nosso pé para trás. Como era possível terem feito aquilo, foi uma traição quase tão séria quanto a que resultou no famoso Red Wedding. Imperdoável.

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O sexto livro da série, ainda sem data prevista para o lançamento

 

Mas somos fãs fiéis, e na quarta temporada lá estávamos nós. Todo domingo, as 22:00, estávamos em casa munidos do nosso maior poder – o controle remoto – e sintonizávamos na HBO. Por uma hora, todos os domingos, nossa vida parava em função de Game of Thrones. Como o sexto livro esta demorando quase um inverno inteiro para sair, nosso vício foi totalmente voltado para a série. E as mudanças foram ainda mais brutais. Encontros que jamais existiram. Fugas bizarras, cruzamento de plots que nos livros não aconteceram.

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Peter Dinklage como Tyrion Lannister

 

A relação de amor e ódio que nós temos hoje em dia com Game of Thrones é quase de necessidade. O sexto livro ainda esta sendo escrito – GRRM, pelo amor dos Sete, termine isso logo! – e nós precisamos suprir nossa necessidade do universo de As Crônicas de Gelo e Fogo. Precisamos da nossa dose de Tyrion Lannister – que Peter Dinklage dá vida de forma primorosa e espetacular -, alimentar nosso ódio pela Cersei – Lena Headey, uma diva! – e torcer pelos Stark de alguma forma. A temporada 5 está tão distante dos livros que já tínhamos desistido de ver algumas cenas que nos foram apresentadas ontem. Confesso que vibrei, chorei, gritei e jurei amor eterno.

 

Vocês podem dizer: “Aff Patricia, se enxerga. Isso é recalque por não poder mais serem os sabichões que manjam tudo de GoT”. Juro, não é. Eu quase nunca dou spoiler, a não ser que a pessoa me peça. Eu não sou advogada de roteiro nem nada desse tipo. Mas o sentimento de traição é real, ele machuca. No penúltimo episódio – Unbowed, Unbent, Unbroken; Temporada 5 – as mudanças foram tão absurdas que podem ter destruído uma personagem com um plot interessantíssimo nos livros. Sem contar toda a polêmica – alô mamilos – em torno do que aconteceu com essa personagem, comos e porques.

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Imagem promocional da quinta temporada

Vamos assistir a quinta temporada até o final, porque não conseguimos parar no meio de nada. Só de Vampire Diaries, mas isso é assunto para outro post. Mas a sensação que fica é que os criadores da série, David Benioff e D. B. Weiss, pegaram um universo maravilhoso e bem costurado, e agora estão fazendo o que bem entendem apenas para ter mais audiência e gerar polêmicas controversas com assuntos muito importantes e centrais nos diálogos sociais atualmente. Eu ainda amo ver Peter como Tyrion. Ainda odeio Cersei com todas as minhas forças. Ainda acho a Dany burra, mas não vivo sem ela. Ainda aguardo ansiosamente pelos próximos livros. Mas tenho raiva dos criadores no final de cada episódio, sem exceção. Eles estão matando um universo complexo, rico, viciante e denso, apenas pelo prazer de serem falados e comentados todas as semanas.

*imagens: reprodução

Oi, sou a Pati. Também sou mãe do Mattheus e da Aimée. Tenho ‘toc’ com letras repetidas nos nomes dos meus filhos. Sou esposa do Renan. Sou diretora de arte. Sou mulher. Sou feminista, sou a favor dos direitos dos gays, sou plus size, sou incoerente, erro demais e acerto muito também. Tenho um vício absurdo por seriados, novelas e filmes que me tomam um tempo inimaginável, mas me ajudam a continuar criativa. Ah! Eu adoro Keeping Up With the Kardashians.

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