BEDA #6 – Perfis que você deveria estar seguindo no Instagram (PARTE 1)

É verdade que o Instagram já não é mais a rede social que costumávamos amar. Para a maioria o algoritmo se tornou um vilão e eu ainda prevejo um boicote para exigir que o feed volte a aparecer em ordem cronológica. Mesmo assim, seguimos acompanhando nossos artistas preferidos, os amigos ou aquela blogueira doida que muda a cor do cabelo toda hora. Com todas as suas falhas, continuo amando a ferramenta, ainda uso com bastante frequência e ainda a vejo como fonte de pesquisas e referências.

Fiz esse post para mostrar que ainda tem muita coisa bacana no Instagram que talvez você ainda não conheça, mas deveria estar seguindo!

LGBT History

Felizmente já existem dezenas de perfis que exaltam o vale no Instagram. Porém existem alguns que se destacam e trazem informações extremamente relevantes para qualquer pessoa LGBTQ ou interessada na cultura LGBTQ. Esse é o caso do perfil LGBT History, com  mais de 250 mil seguidores, a conta gerida por Leighton Brown e Matthew Riemer é uma excelente fonte sobre a história da luta social e política deste comunidade.

The Vulva Gallery

The Vulva Gallery é uma série de ilustrações que celebram a vulva e sua diversidade ao redor do mundo que foi criada em 2016 por Hilde Atalanta, uma ilustradora que atua em Amsterdam. Seu trabalho é body positive e busca total inclusão de gêneros. E quebra paradigmas sobre os padrões absurdos que até nossas ppks tem que obedecer.

www.instagram.com/the.vulva.gallery

Caio Revela

São pouquíssimos os perfis body positive geridos por homens, se fomos falar em perfis brasileiros os números são ainda menor. Por isso o perfil do youtuberCaio é um refresco. Precisamos falar sobre todas as vivências e a forma como o homem gordo encara o mundo é diferente das mulheres, ainda que os preconceitos sejam os mesmo. Em seu perfil Caio fala de forma aberta e bem crua sobre suas experiências com ortorexia, além de compartilhar fotos inspiradoras do seu corpo e dos seus looks incríveis!

www.instagram.com/caiorevela

História de fogo

História de fogo é o perfil em que a Rack, poeta, mãe e feminista compartilha suas poesias e suas interferências urbanas. Seus lambes são cheios de questionamentos e reflexões sobre o espaço que a mulher ocupa na sociedade e como empoderá-las.

www.instagram.com/historiadefogo

Vó Bia

Esse é um perfil cheio de inspiração! Nele a Vó Bia, que tem 74 anos, registra seu amor e dedicação ao pole dance, deixando muito novinha no chinelo!

www.instagram.com/vobiapole

Fernando Schaepfer

O carioca Fernando Schlaepfer é fundador, diretor criativo e fotógrafo do I Hate Flash, coletivo que ficou famosos no país todo com a cobertura dos principais eventos de moda e música. Também ficou conhecido com a série #365nus que fotografou indiscriminadamente pessoas de todos os tamanhos, cores, gêneros e origens. Em seu perfil ele mostra um pouco da sua rotina e prévias de seus trabalhos atuais.

www.instagram.com/anendfor

Dividi o post em dois para não ficar enorme e poder carregar rapidinho para quem estiver lendo no celular!

 

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

BEDA #5 – Burlesco fora do padrão

Estamos acostumados a associar o burlesco com sensualidade por causa de figuras como Dita Von Teese. Mas a verdade que essa é uma arte surgiu com o intuito de causar riso ao caricaturar a maneira ou o espírito de artes mais sérias tratando as como algo cômico ou grotesco.

É claro que isso não desmerece qualquer forma de expressão dessa arte. Mas eu precisava falar da origem do burlesco para contextualizar o resto deste post.

Nas minhas andanças pela internet em busca de diferentes formas para a expressão da inclusão de mulheres que são excluídas ou marginalizadas por não se encaixarem em padrões raciais, sociais e estéticos, sempre acabo me deparando com a história de mulheres que se reapropriaram de categorias artísticas e ressignificaram sua mensagem.

No burlesco, justamente por ser uma arte que incentiva o deboche e enfrenta estigmas com humor, acabei encontrando um grupo inusitado de mulheres que vive de acordo com suas próprias regras.

Conheça as mulheres que estão quebrando padrões na arte burlesca:

Violet Chachki

A única mulher dessa lista que na verdade é um personagem criado e interpretado por um homem cis. Violet Chachki já garantiria sua dose de deboche no burlesco com o seu papel como drag queen, mas também adora desafiar as barreiras de gênero com figurinos e maquiagem bem elaborados. Seus shows também incluem acrobacias aéreas.

www.instagram.com/violetchachki

Jelly Maciel

Jelly é estilista especializada em moda retrô além de apresentar um show de dança burlesca com o grupo plus size Academia de Divas.

www.instagram.com/jellymaciel

Little Bear Schwarz

Little Bear é uma mulher extremamente feminina, que exibe um olhar gentil e um sorriso delicado. Little Bear também é uma mulher barbada. Os pelos faciais são resultado da Síndrome do ovário policístico que a acompanha desde a adolescência. Ela se recusou a passar o resto da vida como uma escrava da lâmina de barbear e hoje deixa que seus pelos cresçam livremente. Ela é cantora de ópera e se apresentou durante algumas temporadas com o grupo burlesco WrecklessFreeks.

www.instagram.com/thisislittlebear

Cherry Pop

Mulheres podem fazer drag? O show de Cherry Pop diz que não só podem como devem. Sendo uma mulher gorda que faz espetáculos burlescos, ser drag não é o único paradigma que ela quebra.

www.instagram.com/mecherrypop

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

BEDA #3 – Playlist do crush

Acordei determinada, evitei olhar o celular e segui para o banho. Hoje não me entregarei à clichês. Mas a casa está perfumada pela lavanda recém colocada na varanda, o sol que entra pela janela aquece a sala, mas não o dia. Continuo a persistir. Hoje não vou me entregar à clichês.

Caminho pela rua tentando evitar os vizinhos sorridentes, o orvalho nas folhas das árvores e a frase cheia de poesia pichada no muro do outro lado rua. O que está acontecendo?

No ponto de ônibus coloco meus fones no ouvido para tentar fugir do mundo enquanto espero pacientemente para seguir meu caminho. A playlist deveria ser aleatório, mas nada é. Quando as primeiras batidas da música tocam meu coração dispara. Mal posso acreditar que isto esteja acontecendo novamente, tento retomar a compostura mas não consigo.

Aquela música, aquela lembrança, aquela vontade. Quando vejo meu reflexo na janela tento sem sucesso disfarçar, lá está ele, o sorriso bobo, aquele que sempre vem acompanhado das borboletas no estômago.

De repente quero sair cantando como em musical sobre uma moça desastrada com uma paixão sem sentido que nunca passou.
Igualzinho a mim.
Igualzinho aos clichês que não consegui evitar.

O Cabide em clima de romance? Para tudo há uma primeira vez, não é?
Quando falamos em “Playlist do Crush” geralmente estamos nos referindo a uma lista de músicas que escutamos para pensar em um determinado alguém. Mas eu queria fazer algo diferente, queria fazer uma lista de músicas que trazem o conceito do que é um crush como seu tema principal, algo que pudesse determinar de fato como é viver um crush.
Então, nos últimos meses venho montando uma playlist lá no Spotify que descreve perfeitamente esse momento em que a gente não faz ideia do que realmente está rolando, nossos sentimentos são um emaranhado e a gente não sabe se chama de miga(o) ou de mor.

Essas são algumas das músicas dessa playlist, as escolhi para o post pois senti que combinavam com o texto da introdução, mas a lista completa é bem variada, tem de Alicia Keys até Weezer.
VAI LÁ OUVIR!

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

A primeira foto que eu postei no Facebook

Há um tempo atrás assisti um vídeo no YouTube onde as pessoas avaliavam as primeiras fotos que postaram no Facebook. Fui dar uma olhada e tenho quase certeza que a minha primeira foto por lá foi essa:

Olhando para ela lembro de como era insegura, tinha acabado de sair da faculdade, estava deixando para trás um relacionamento ruim e amizades super tóxicas. Eu vivia em estado constante de ansiedade e medo. Eu não sabia quem eu era e isso era assustador. Além disso ainda não tinha sido diagnosticada e passava por médicos que me empurravam uma porção de remédios que eu nunca deveria ter tomado, então estava sempre em crise.

Eu queria muito abraçar essa menina da foto, mas ela me afastaria. Ela tinha medo de gente e acabou afastando todos ao seu redor.

Mal ela sabia que estava saindo de uma fase ruim para entrar em uma outra muito pior, mas como todos nós sabemos, ela é uma sobrevivente.

Eu ignorei muito essa fase da minha vida porque a considerava um fracasso, porque não me via como a protagonista da minha própria história.

Mas sem tudo isso não estaria onde estou agora. Não temos como superar algo que não tenhamos vivido. Talvez não precisasse ser assim, talvez houvessem coisas que poderiam ter sido feitas de forma diferente para diminuir meu sofrimento. Mas de alguma forma, eu precisava viver essas coisas para poder superá-las. 

Então cá estou, oito anos depois, vivendo a vida que me disseram que eu jamais conseguiria viver. Encontrei um ritmo para minha dança, busquei ajuda, não desisti.

Essa foi uma semana difícil, dolorida e cheia dos sintomas que uma mulher com transtorno mental enfrenta, mas tudo o que aprendi continua comigo,  e a vida, mesmo que confusa, segue cheia de surpresas, algumas são maravilhosas, outras são como uma fatura de cartão de crédito. 😂

Onde jazz meu coração

Nessa semana, em que recebemos a notícia do suicídio da estilista Kate Spade e do aclamado chef Anthony Bourdain, faço esse post para te lembrar da importância de pedir ajuda.

Eu sei que não é tão simples assim, que existem vários impedimentos. Que cuidar da cabeça custa caro e que nem sempre vemos possibilidades em tratamentos gratuitos. Mas você tem que tentar.

Não importa o motivo, depressão não é normal, não é algo que deveria fazer parte do nosso cotidiano.

Se você tem pensado em suicídio ou conhece alguém passando por isso, esses links podem te ajudar:

Quero Conversar

Como funciona o CAPS? http://portalms.saude.gov.br/saude-para-voce/saude-mental/acoes-e-programas-saude-mental/centro-de-atencao-psicossocial-caps

Nem todo transtorno mental tem cura, mas todos podem ser tratados. Eu sobrevivi ao pior de mim. Eu ainda estou aqui. Eu sou a prova viva.

Se você ainda não tem certeza sobre como e quando procurar ajuda de um psicólogo, experimente a terapia online. As vezes só por não ter que sair de casa, já evitamos um gatilho para a ansiedade e teremos mais força para seguir com um tratamento de forma mais diligente:

www.vittude.com

www.falafreud.com

zenklub.com.br

 

Se quiser bater um papo sobre isso me manda uma mensagem:

www.instagram.com/ocabide

facebook.com/OCabideOficial

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Os favoritos de 2017 (ainda dá tempo?)

Demorei para fazer esse post, mas garanto que 2018 será diferente, inclusive já tem uma porção de posts lindos prontos para entrarem aqui no blog. Então, mesmo sabendo que já estamos quase em março, queria fazer um post para registrar as coisas que mais amei em 2017 e para tornar esse post em algo mais interessante para todos nós, também vou falar sobre o que podemos esperar desses favoritos em 2018.

 

Maquiagem

Apesar de terem sido lançados em 2016, só me rendi aos batons da Linha Bruna Tavares em 2017. Para mim essa é a melhor fórmula de batom líquido entre as marcas nacionais, a duração é surpreendente e mesmo assim eu não tenho problemas para retocar (não fica grosso ou esfarela com mais de uma camada), nem para remover no final do dia. A pigmentação é maravilhosa e a variedade de cores é surreal!

O amor é tanto que passei a colecionar os batons, mesmo sabendo que a Bru lança cor nova o tempo todo e a coleção nunca vai estar completa.
Para esse ano estou ansiosa para o lançamento dos iluminadores da marca, a Bru já soltou vários spoilers no Instagram (e até no blog) e eles são lindos. Serão iluminadores compactos, que já conta com três cores, e os líquidos, que até o fechamento desse post ainda não tinha as cores que seriam lançadas definidas, mas já sabemos que eles serão à prova d’água!

Livro

Felizmente 2017 foi um ano em que eu consegui ler muito por lazer. E meu livro preferido do ano com certeza foi “A Guerra Não Tem Rosto De Mulher”, da escritora russa Svetlana Aleksiévitch. O livro conta a história real de algumas das mais de um milhão de mulheres que serviram o Exército Vermelho durante a Segunda Guerra Mundial. São histórias tão densas, cruas e brutas que transcendem qualquer definição do feminismo moderno para o que é a força da mulher.

Compre a versão impressa ou para o Kindle

Foi um livro muito dolorido de ler, mas mesmo que eu estivesse me sentindo assombrada pelas lembranças dessas mulheres, eu não conseguia parar de ler. E quando acabei me senti triste, não só pelo vazio que fica quando lemos um livro marcante, mas porque tudo isso aconteceu e ninguém nunca tinha falado sobre isso. Essas mulheres sacrificaram suas vidas e seus futuros para mudar o mundo, no meio de uma das guerras mais sangrentas do século passado e ninguém nunca se preocupou em reconhecer esse esforço. Sem elas o Exército Vermelho não teria conseguido a vitória, mas quando se fala dos veteranos dessa guerra, a história dessas mulheres é completamente ocultada.
Agora quero ler “Vozes de Tchernóbil”, onde Svetlana conta a história do desastre nuclear que aconteceu em 1986, na Ucrânia. Já assisti vários documentários sobre o assunto e estou ansiosa para ver como a autora usou a história real de pessoas envolvidas no acidente para traçar esse acontecimento histórico e ao que tudo indica ela também faz críticas bem claras às questões políticas que sondaram o desastre.

Série

Eu não assisti nenhuma das séries que bombou em 2017. Eu tive um ano muito atarefado, estava sempre ocupada e lidando com milhares de coisas ao mesmo tempo. Quando estou assim, por algum motivo, não consigo assistir séries novas. Sabendo que não vou conseguir me dedicar exclusivamente a nada novo, acabo ficando sempre na zona de conforto e assistindo coisas que eu já assisti e que eu já tenho certeza que me ajudam a ficar menos ansiosa e me desligar do mundo.

Assista na netflix

Mas teve uma série que eu descobri no ano passado que conseguiu me prender, trata-se de Crazy Ex Girlfriend, que é uma série de humor musical, que já conta com duas temporadas disponíveis na Netflix. Ela é protagonizada por uma mulher que está longe de atender os padrões estéticos, mas isso não é mencionado a cada 5 minutos como um troféu de inclusão e diversidade. É uma mina normal, com piras normais, que muitas vezes são resolvidas com comportamentos bem duvidosos. Inclusive ela mesma questiona a raiz do seu comportamento o tempo todo. É uma série engraçada, que se esforça para reforçar tendências feministas (sim, mesmo com esse título horrível) e trata dos desastres das vidas amorosas de todos os personagens, incluindo situações que mostram aceitação, bissexualidade, temas relacionados à saúde mental e até aborto. Rebecca Bunch vai fazer com que você sinta um senso de normalização com o seu corpo e com as suas presepadas de cada dia, no amor, no trabalho e nas amizades. E eu acho isso ótimo!

Marca

Como eu estudei e trabalhei bastante com moda, tenho um olhar um pouco mais crítico sobre o mercado. Todo ano o segmento plus size ganha centenas de novas marcas e eu acompanho tudo de perto (porque faz parte do meu trabalho, porque eu amo moda e porque a base do meu comportamento de consumo está nesse tipo de informação). Sempre que posso frequento os eventos, tenho alertas no Google para alguns termos e sempre vejo todos os vídeos e editoriais lançados. Então, pode-se dizer que tenho muitas referências sobre moda plus size em meu repertório. Em todo esse tempo acumulando essas informações notei algo que é muito comum em muitas marcas, mas não deveria ser: a falta de estrutura nas coleções. Eu sinto falta de ver coleções mais coesas, elaboradas da forma mais tradicional, com um styling bem pensado que nos faça compreender que a coleção é um todo, não apenas um conjunto de peças aleatórias.

Foi por isso que me apaixonei pela Alt, marca criada pela blogueira Débora Fomin, que foi lançada no ano passado. A Alt já está na segunda coleção e mesmo que você não leia seus releases você consegue ver que as peças contam uma história, além disso o styling é impecável e todas as peças conversam bem entre si. Já tenho várias peças da marca (inclusive já fiz fotos com alguns looks que montei com elas) e pretendo comprar várias outras. Além das roupas serem lindas e diferentes de muito do que vimos nesse mercado, elas têm uma qualidade excelente, os tecidos são resistentes e muito confortáveis, também amo o acabamento das peças, que é algo em que muitas marcas pequenas pecam.

Já era fãzona da Debas por causa do Overlicious e não vejo a hora de ver as próximas coleções!
Se você quiser conhecer a marca, aproveite que a Alt vai estar no próximo Pop Plus!

YouTuber

Eu sempre digo que quem me conhece sabe que eu passo muito mais tempo do que deveria no YouTube. Sou viciada em vídeos de maquiagem e os assisto diariamente, mas no ano passado descobri também os vídeos de hauls e “I spent on” que são focados em moda.  Foi assim que conheci a Sarah Rae Vargas, e eu amo os vídeos dela não só porque ela é linda e bem articulada, mas também porque me ajuda a ter uma compreensão bem maior sobre as marcas de moda plus size americanas. Ela usa tamanho 50/52 e também faz hauls com marcas que não são conhecidas tipicamente por disponibilizarem peças em tamanhos grandes, como a Urban Outfitters, por exemplo.

O canal dela também conta com vídeos que falam sobre as dificuldades que permeiam a vida da mulher gorda, sobre gordofobia e sobre comportamento feminino e apesar de amar muito os hauls esses são os vídeos do canal dela que estou mais ansiosa para acompanhar durante esse ano.

Skincare

Você pode até nunca ter usado o Serozinc, mas se está no Instagram com certeza já ouviu falar do produto. Na época do lançamento ele foi super hypado porque a La Roche fez posts patrocinados com várias influencers. Eu achei o produto na farmácia por acaso, antes mesmo desse burburinho. Comecei a usar e mesmo sem ter o resultado esperado inicialmente decidi persistir. A verdade é que, se você tem a pele MUITO oleosa, ele não vai ser o milagre matificante que promete. Então, se você vai comprar só por esse motivo, não sei se recomendo. Mas com o uso contínuo percebi que ele faz muito bem para a minha pele! Além da oleosidade também lido com acne cística, o que é um porre, porque os cistos e espinhas demoram uma eternidade para sumir. Usando o Serozinc percebi que minha pele ficou menos propensa à cistos e eu até tenho alguma acne, mas agora as espinhas são menores e muito menos inflamadas.

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Também gosto de usar como preparação para a maquiagem porque, combinado com a base e o pó certos, ajuda a matificar até mais do que usando apenas como skincare. Vou continuar usando com certeza, acho que já estou no quinto ou sexto frasco, mas nesse ano também pretendo voltar a tratar a pele com um dermatologista e fazer alguns procedimentos para me livrar das cicatrizes e de algumas outras marcas que tenho no rosto.

Haircare

Quem segue O Cabide no Instagram sabe que eu passei 2017 investida em deixar meu cabelo crescer um pouco e experimentar novos cortes. Essa seria a primeira vez em anos que eu me importaria com os cuidados ao meu cabelo, afinal eu usei ele curtíssimo por muito tempo e o máximo que fazia era lavar e finalizar com pomada, cera ou gel.
u tive que ler bastante sobre o assunto e experimentar muitos produtos antes de acertar o que funcionava para mim. Mas um dos primeiros produtos que experimentei ganhou meu coração e hoje em dia eu não vivo sem: a Água de coco da linha Tô de cacho, da Salon Line.

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Trata-se de um spray que ajuda a ativar os cachos e mantê-los hidratados. Para mim ele indispensável no day after, porque me ajuda a ganhar de volta a definição sem precisar usar um monte de leave in, assim o cabelo continua com o aspecto leve do dia em que eu lavei.

A Salon Line lança produtos novos o tempo todo, então eu não sei o que esperar para 2018, mas estou ansiosa para experimentar a linha Maria Natureza, que é vegana e liberada.

Sapato

Eu sempre quis um coturno colorido e sempre quis um coturno da Cravo & Canela. Em 2017 eu juntei esses dois desejos em um produto só! Comprei um coturno vinho, da Cravo & Canela, com precinho de promoção na Renner. Com certeza foi o sapato que eu mais usei durante o inverno passado e com certeza usarei muito nos próximos invernos também.

Veja ess post no Instagram

Agora que já tenho meu sonhado coturno, até vou continuar acompanhando as novidades da Cravo & Canela, mas estou mais animada para os lançamentos de marcas como a Ziovara (que também tem moda plus size) e a Yellow Factory.

Job

Eu fechei 2016 trabalhando para uma marca plus size, lá acompanhei o reposicionamento da marca, ajudei na criação de coleções, planejei participações em eventos, acompanhei a produção de editoriais e fui responsável por toda a comunicação on e offline. Foi uma experiência muito enriquecedora que me trouxe muitas outras oportunidades. Por isso 2017 foi o ano em que eu deixei de ser funcionária e passei a ser uma empresa. Conteúdos criados por mim rodaram o país todo e foram vistos por milhares de pessoas em redes sociais, blogs e revistas. Tive a chance de trabalhar com marcas e projetos incríveis e me orgulho muito de todas essas conquistas.

Mas tem um job que merece um lugarzinho especial no meu coração! Desde agosto do ano passado faço parte da equipe do Pop Plus e sou responsável pelo conteúdo do blog do evento. Esse job me fez repensar meu processo criativo e me apresentou algumas das pessoas mais maravilhosas que já conheci. Sou muito grata a Flávia Durante, não só pela oportunidade, mas pela liberdade e confiança que ela tem no meu trabalho. E esse é um trabalho que continua em 2018, mas eu tenho outros projetos MUITO bacanas alinhados para os próximos meses, não vejo a hora de contar para vocês!

Meu primeiro post no blog do Pop Plus

Acompanhe meus posts no blog do Pop Plus: http://popplus.com.br/blog/

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.