A primeira foto que eu postei no Facebook

Há um tempo atrás assisti um vídeo no YouTube onde as pessoas avaliavam as primeiras fotos que postaram no Facebook. Fui dar uma olhada e tenho quase certeza que a minha primeira foto por lá foi essa:

Olhando para ela lembro de como era insegura, tinha acabado de sair da faculdade, estava deixando para trás um relacionamento ruim e amizades super tóxicas. Eu vivia em estado constante de ansiedade e medo. Eu não sabia quem eu era e isso era assustador. Além disso ainda não tinha sido diagnosticada e passava por médicos que me empurravam uma porção de remédios que eu nunca deveria ter tomado, então estava sempre em crise.

Eu queria muito abraçar essa menina da foto, mas ela me afastaria. Ela tinha medo de gente e acabou afastando todos ao seu redor.

Mal ela sabia que estava saindo de uma fase ruim para entrar em uma outra muito pior, mas como todos nós sabemos, ela é uma sobrevivente.

Eu ignorei muito essa fase da minha vida porque a considerava um fracasso, porque não me via como a protagonista da minha própria história.

Mas sem tudo isso não estaria onde estou agora. Não temos como superar algo que não tenhamos vivido. Talvez não precisasse ser assim, talvez houvessem coisas que poderiam ter sido feitas de forma diferente para diminuir meu sofrimento. Mas de alguma forma, eu precisava viver essas coisas para poder superá-las. 

Então cá estou, oito anos depois, vivendo a vida que me disseram que eu jamais conseguiria viver. Encontrei um ritmo para minha dança, busquei ajuda, não desisti.

Essa foi uma semana difícil, dolorida e cheia dos sintomas que uma mulher com transtorno mental enfrenta, mas tudo o que aprendi continua comigo,  e a vida, mesmo que confusa, segue cheia de surpresas, algumas são maravilhosas, outras são como uma fatura de cartão de crédito. 😂

Onde jazz meu coração

Nessa semana, em que recebemos a notícia do suicídio da estilista Kate Spade e do aclamado chef Anthony Bourdain, faço esse post para te lembrar da importância de pedir ajuda.

Eu sei que não é tão simples assim, que existem vários impedimentos. Que cuidar da cabeça custa caro e que nem sempre vemos possibilidades em tratamentos gratuitos. Mas você tem que tentar.

Não importa o motivo, depressão não é normal, não é algo que deveria fazer parte do nosso cotidiano.

Se você tem pensado em suicídio ou conhece alguém passando por isso, esses links podem te ajudar:

Quero Conversar

Como funciona o CAPS? http://portalms.saude.gov.br/saude-para-voce/saude-mental/acoes-e-programas-saude-mental/centro-de-atencao-psicossocial-caps

Nem todo transtorno mental tem cura, mas todos podem ser tratados. Eu sobrevivi ao pior de mim. Eu ainda estou aqui. Eu sou a prova viva.

Se você ainda não tem certeza sobre como e quando procurar ajuda de um psicólogo, experimente a terapia online. As vezes só por não ter que sair de casa, já evitamos um gatilho para a ansiedade e teremos mais força para seguir com um tratamento de forma mais diligente:

www.vittude.com

www.falafreud.com

zenklub.com.br

 

Se quiser bater um papo sobre isso me manda uma mensagem:

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Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Os favoritos de 2017 (ainda dá tempo?)

Demorei para fazer esse post, mas garanto que 2018 será diferente, inclusive já tem uma porção de posts lindos prontos para entrarem aqui no blog. Então, mesmo sabendo que já estamos quase em março, queria fazer um post para registrar as coisas que mais amei em 2017 e para tornar esse post em algo mais interessante para todos nós, também vou falar sobre o que podemos esperar desses favoritos em 2018.

 

Maquiagem

Apesar de terem sido lançados em 2016, só me rendi aos batons da Linha Bruna Tavares em 2017. Para mim essa é a melhor fórmula de batom líquido entre as marcas nacionais, a duração é surpreendente e mesmo assim eu não tenho problemas para retocar (não fica grosso ou esfarela com mais de uma camada), nem para remover no final do dia. A pigmentação é maravilhosa e a variedade de cores é surreal!

O amor é tanto que passei a colecionar os batons, mesmo sabendo que a Bru lança cor nova o tempo todo e a coleção nunca vai estar completa.
Para esse ano estou ansiosa para o lançamento dos iluminadores da marca, a Bru já soltou vários spoilers no Instagram (e até no blog) e eles são lindos. Serão iluminadores compactos, que já conta com três cores, e os líquidos, que até o fechamento desse post ainda não tinha as cores que seriam lançadas definidas, mas já sabemos que eles serão à prova d’água!

Livro

Felizmente 2017 foi um ano em que eu consegui ler muito por lazer. E meu livro preferido do ano com certeza foi “A Guerra Não Tem Rosto De Mulher”, da escritora russa Svetlana Aleksiévitch. O livro conta a história real de algumas das mais de um milhão de mulheres que serviram o Exército Vermelho durante a Segunda Guerra Mundial. São histórias tão densas, cruas e brutas que transcendem qualquer definição do feminismo moderno para o que é a força da mulher.

Compre a versão impressa ou para o Kindle

Foi um livro muito dolorido de ler, mas mesmo que eu estivesse me sentindo assombrada pelas lembranças dessas mulheres, eu não conseguia parar de ler. E quando acabei me senti triste, não só pelo vazio que fica quando lemos um livro marcante, mas porque tudo isso aconteceu e ninguém nunca tinha falado sobre isso. Essas mulheres sacrificaram suas vidas e seus futuros para mudar o mundo, no meio de uma das guerras mais sangrentas do século passado e ninguém nunca se preocupou em reconhecer esse esforço. Sem elas o Exército Vermelho não teria conseguido a vitória, mas quando se fala dos veteranos dessa guerra, a história dessas mulheres é completamente ocultada.
Agora quero ler “Vozes de Tchernóbil”, onde Svetlana conta a história do desastre nuclear que aconteceu em 1986, na Ucrânia. Já assisti vários documentários sobre o assunto e estou ansiosa para ver como a autora usou a história real de pessoas envolvidas no acidente para traçar esse acontecimento histórico e ao que tudo indica ela também faz críticas bem claras às questões políticas que sondaram o desastre.

Série

Eu não assisti nenhuma das séries que bombou em 2017. Eu tive um ano muito atarefado, estava sempre ocupada e lidando com milhares de coisas ao mesmo tempo. Quando estou assim, por algum motivo, não consigo assistir séries novas. Sabendo que não vou conseguir me dedicar exclusivamente a nada novo, acabo ficando sempre na zona de conforto e assistindo coisas que eu já assisti e que eu já tenho certeza que me ajudam a ficar menos ansiosa e me desligar do mundo.

Assista na netflix

Mas teve uma série que eu descobri no ano passado que conseguiu me prender, trata-se de Crazy Ex Girlfriend, que é uma série de humor musical, que já conta com duas temporadas disponíveis na Netflix. Ela é protagonizada por uma mulher que está longe de atender os padrões estéticos, mas isso não é mencionado a cada 5 minutos como um troféu de inclusão e diversidade. É uma mina normal, com piras normais, que muitas vezes são resolvidas com comportamentos bem duvidosos. Inclusive ela mesma questiona a raiz do seu comportamento o tempo todo. É uma série engraçada, que se esforça para reforçar tendências feministas (sim, mesmo com esse título horrível) e trata dos desastres das vidas amorosas de todos os personagens, incluindo situações que mostram aceitação, bissexualidade, temas relacionados à saúde mental e até aborto. Rebecca Bunch vai fazer com que você sinta um senso de normalização com o seu corpo e com as suas presepadas de cada dia, no amor, no trabalho e nas amizades. E eu acho isso ótimo!

Marca

Como eu estudei e trabalhei bastante com moda, tenho um olhar um pouco mais crítico sobre o mercado. Todo ano o segmento plus size ganha centenas de novas marcas e eu acompanho tudo de perto (porque faz parte do meu trabalho, porque eu amo moda e porque a base do meu comportamento de consumo está nesse tipo de informação). Sempre que posso frequento os eventos, tenho alertas no Google para alguns termos e sempre vejo todos os vídeos e editoriais lançados. Então, pode-se dizer que tenho muitas referências sobre moda plus size em meu repertório. Em todo esse tempo acumulando essas informações notei algo que é muito comum em muitas marcas, mas não deveria ser: a falta de estrutura nas coleções. Eu sinto falta de ver coleções mais coesas, elaboradas da forma mais tradicional, com um styling bem pensado que nos faça compreender que a coleção é um todo, não apenas um conjunto de peças aleatórias.

Foi por isso que me apaixonei pela Alt, marca criada pela blogueira Débora Fomin, que foi lançada no ano passado. A Alt já está na segunda coleção e mesmo que você não leia seus releases você consegue ver que as peças contam uma história, além disso o styling é impecável e todas as peças conversam bem entre si. Já tenho várias peças da marca (inclusive já fiz fotos com alguns looks que montei com elas) e pretendo comprar várias outras. Além das roupas serem lindas e diferentes de muito do que vimos nesse mercado, elas têm uma qualidade excelente, os tecidos são resistentes e muito confortáveis, também amo o acabamento das peças, que é algo em que muitas marcas pequenas pecam.

Já era fãzona da Debas por causa do Overlicious e não vejo a hora de ver as próximas coleções!
Se você quiser conhecer a marca, aproveite que a Alt vai estar no próximo Pop Plus!

YouTuber

Eu sempre digo que quem me conhece sabe que eu passo muito mais tempo do que deveria no YouTube. Sou viciada em vídeos de maquiagem e os assisto diariamente, mas no ano passado descobri também os vídeos de hauls e “I spent on” que são focados em moda.  Foi assim que conheci a Sarah Rae Vargas, e eu amo os vídeos dela não só porque ela é linda e bem articulada, mas também porque me ajuda a ter uma compreensão bem maior sobre as marcas de moda plus size americanas. Ela usa tamanho 50/52 e também faz hauls com marcas que não são conhecidas tipicamente por disponibilizarem peças em tamanhos grandes, como a Urban Outfitters, por exemplo.

O canal dela também conta com vídeos que falam sobre as dificuldades que permeiam a vida da mulher gorda, sobre gordofobia e sobre comportamento feminino e apesar de amar muito os hauls esses são os vídeos do canal dela que estou mais ansiosa para acompanhar durante esse ano.

Skincare

Você pode até nunca ter usado o Serozinc, mas se está no Instagram com certeza já ouviu falar do produto. Na época do lançamento ele foi super hypado porque a La Roche fez posts patrocinados com várias influencers. Eu achei o produto na farmácia por acaso, antes mesmo desse burburinho. Comecei a usar e mesmo sem ter o resultado esperado inicialmente decidi persistir. A verdade é que, se você tem a pele MUITO oleosa, ele não vai ser o milagre matificante que promete. Então, se você vai comprar só por esse motivo, não sei se recomendo. Mas com o uso contínuo percebi que ele faz muito bem para a minha pele! Além da oleosidade também lido com acne cística, o que é um porre, porque os cistos e espinhas demoram uma eternidade para sumir. Usando o Serozinc percebi que minha pele ficou menos propensa à cistos e eu até tenho alguma acne, mas agora as espinhas são menores e muito menos inflamadas.

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Também gosto de usar como preparação para a maquiagem porque, combinado com a base e o pó certos, ajuda a matificar até mais do que usando apenas como skincare. Vou continuar usando com certeza, acho que já estou no quinto ou sexto frasco, mas nesse ano também pretendo voltar a tratar a pele com um dermatologista e fazer alguns procedimentos para me livrar das cicatrizes e de algumas outras marcas que tenho no rosto.

Haircare

Quem segue O Cabide no Instagram sabe que eu passei 2017 investida em deixar meu cabelo crescer um pouco e experimentar novos cortes. Essa seria a primeira vez em anos que eu me importaria com os cuidados ao meu cabelo, afinal eu usei ele curtíssimo por muito tempo e o máximo que fazia era lavar e finalizar com pomada, cera ou gel.
u tive que ler bastante sobre o assunto e experimentar muitos produtos antes de acertar o que funcionava para mim. Mas um dos primeiros produtos que experimentei ganhou meu coração e hoje em dia eu não vivo sem: a Água de coco da linha Tô de cacho, da Salon Line.

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Trata-se de um spray que ajuda a ativar os cachos e mantê-los hidratados. Para mim ele indispensável no day after, porque me ajuda a ganhar de volta a definição sem precisar usar um monte de leave in, assim o cabelo continua com o aspecto leve do dia em que eu lavei.

A Salon Line lança produtos novos o tempo todo, então eu não sei o que esperar para 2018, mas estou ansiosa para experimentar a linha Maria Natureza, que é vegana e liberada.

Sapato

Eu sempre quis um coturno colorido e sempre quis um coturno da Cravo & Canela. Em 2017 eu juntei esses dois desejos em um produto só! Comprei um coturno vinho, da Cravo & Canela, com precinho de promoção na Renner. Com certeza foi o sapato que eu mais usei durante o inverno passado e com certeza usarei muito nos próximos invernos também.

Veja ess post no Instagram

Agora que já tenho meu sonhado coturno, até vou continuar acompanhando as novidades da Cravo & Canela, mas estou mais animada para os lançamentos de marcas como a Ziovara (que também tem moda plus size) e a Yellow Factory.

Job

Eu fechei 2016 trabalhando para uma marca plus size, lá acompanhei o reposicionamento da marca, ajudei na criação de coleções, planejei participações em eventos, acompanhei a produção de editoriais e fui responsável por toda a comunicação on e offline. Foi uma experiência muito enriquecedora que me trouxe muitas outras oportunidades. Por isso 2017 foi o ano em que eu deixei de ser funcionária e passei a ser uma empresa. Conteúdos criados por mim rodaram o país todo e foram vistos por milhares de pessoas em redes sociais, blogs e revistas. Tive a chance de trabalhar com marcas e projetos incríveis e me orgulho muito de todas essas conquistas.

Mas tem um job que merece um lugarzinho especial no meu coração! Desde agosto do ano passado faço parte da equipe do Pop Plus e sou responsável pelo conteúdo do blog do evento. Esse job me fez repensar meu processo criativo e me apresentou algumas das pessoas mais maravilhosas que já conheci. Sou muito grata a Flávia Durante, não só pela oportunidade, mas pela liberdade e confiança que ela tem no meu trabalho. E esse é um trabalho que continua em 2018, mas eu tenho outros projetos MUITO bacanas alinhados para os próximos meses, não vejo a hora de contar para vocês!

Meu primeiro post no blog do Pop Plus

Acompanhe meus posts no blog do Pop Plus: http://popplus.com.br/blog/

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Resumo da semana (passada)

Essa semana foi super corrida e quase não tive tempo para dedicar ao blog. Mas eu já tinha separado esses links incríveis para o Resumo dessa semana e não queria desperdiçá-los, principalmente porque o último Resumo ficou tão legal e vocês curtiram tanto!

Então aqui estão os melhores links dessa semana:

Nunca escondi que fui uma das pessoas que amou o livro #GirlBoss e que encontrou muito inspiração na jornada de Sophia Amoruso, ainda que ela fosse problemática. Mas depois que a série, baseada no livro, estreou na Netflix, vários questionamentos sobre o posicionamento de empreendedoras que se dizem feministas surgiram na internet, e com razão. Esse post do Buzzfeed resumiu um pouco do comportamento problemático de 3 CEOS que não colocam em prática o empoderamento feminino que pregam: http://bzfd.it/2rzsxjy

A Rede TVT postou em seu canal no Youtube uma entrevista com Suzane Jardim, organizadora da campanha “30 dias por Rafael Braga”. O tema é importantíssimo, mas escolhi esse link para falar da própria Rede TVT, e como mulheres negras tem destaque em sua programação, apresentando seus próprios programas e pautas. É uma canal que definitivamente vale a pena assistir.

tvt.org.br || Canal 8 – sinal digital HD aberto || Canal 12 NET-ABC || Canal 46 UHF || 13 NET-Mogi ||

Os fãs de Mallu Magalhães ficaram animadíssimos com o lançamento do clipe da música “Você não presta”, até analisá-lo cuidadosamente e perceber que ainda que sutil, havia racismo no vídeo, e a internet fez barulho! http://bit.ly/2qOc3m8

A fotógrafa Katarzyna Majak é a responsável por ” Wonder Woman”, uma série de fotos incríveis com as bruxas contemporâneas da Polônia. São retratos de feiticeiras, curandeiras, sacerdotisas e bruxas polonesas: http://bit.ly/2rzWz6K

“Essas mulheres praticam o empoderamento feminino de forma literal, o que faz seus poderes não se limitarem apenas a espiritualidade.”

*foto da denúncia feita em 2011

A Zara descumpriu cláusulas de um acordo de responsabilidade jurídica feito com o Ministério Público do Trabalho após constatação de trabalho análogo ao de escravo ou trabalho infantil em sua cadeia produtiva, e teve que pagar multa e firmar um Termo de Ajuste de Conduta. Ou seja, se você achava que o escândalo que essas denúncias causaram, fez com que a Zara parasse de usar trabalho escravo, estava muito enganada: http://bit.ly/2qG5Tsi

A Fatiado Discos interrompeu o show do cantor Wander Wildner após comentário machista feito pelo cantor. Que mais estabelecimentos tenham atitudes como essa! http://bit.ly/2qG5Tsi

A música Paradinha, hit em espanhol da cantora Anitta, estreou e o vídeo clipe chamou atenção por ter uma mulher gorda entre as bailarinas. Trata-se da porto-riquenha Letícia Camacho, do grupo nova-iorquino Pretty Big, e ela arrasou! https://glo.bo/2qK09sJ

O Cirque du Soleil criou um espetáculo inspirado por Shakespeare e feminismo, trazendo mais mulheres para o elenco, que no geral é predominantemente masculino. O espetáculo estreia em breve aqui no Brasil: http://bit.ly/2s7EhfK

Daniel Tarciso da Silva Cardoso foi acusado e é réu em um processo por ter cometido estupro e mesmo assim obteve registro como médico em Pernambuco: http://bit.ly/2stZwpw

Não esqueçam de visitar o Instagram d’O Cabide, mesmo quando a frequência de posts aqui no blog está mais baixa, lá temos conteúdo novo diariamente. assim como nos Resumos da Semana, lá faço uma curadoria de conteúdo especial e totalmente voltada para aceitação e autoestima que, modéstia à parte, vale muito a pena acompanhar:

Espero que a próxima semana seja incrível para todos nós! (E se não for, vamos nos apegar ao fato de que a temporada de festas juninas está oficialmente aberta ♥)

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Resumo da semana

Há um tempo atrás eu fazia semanalmente aqui no blog os “Resumos da semana”, onde juntava uma série de links relevantes daquela semana sobre a indústria da moda e da cultura pop.

Eu adorava fazer esses posts e gostaria de voltar a fazê-los, mas gostaria que eles tivessem mais a ver com o novo momento do blog, bem como com o novo momento em que me encontro na minha jornada.

Então os Resumos voltarão, mas agora trarão links relevantes para o meu universo como mulher, gorda e feminista.

Esses foram os links que considerei importante compartilhar com vocês essa semana:

A Marcella do Maggníficas, uma das escritoras que me inspirou a me reinventar e rever o conteúdo que produzo aqui para vocês, fez um post incrível (e com um humor delicioso) em seu blog sobre formas para deixar a gordofobia de lado nesse Outono/Inverno: http://bit.ly/2qoiUCF

O Buzzfeed publicou em seu canal no YouTube um vídeo onde uma vítima de tráfico sexual conta sua história. Dados recentes da UNICEF apontam que mais de 250 mil crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual no Brasil. A Organização das Nações Unidas calcula que o tráfico de seres humanos para exploração sexual movimenta cerca de 9 bilhões de dólares no mundo, e só perde em rentabilidade para o mercado ilegal de drogas e armas. E se você acha que isso é algo que está distante de você, confira esse caso que rolou no mês passado em Santos.

Dani Mathers, a modelo da Playboy com mais de 500 mil seguidores no Instagram, que publicou sem consentimento a foto de um senhora nua na academia foi condenada. A invasão de privacidade gerou uma pena de 30 dias de trabalho de remoção de grafites: https://glo.bo/2rYvkS3

Body shamers não passarão!

E esse moço que saiu contando para todo mundo que esteve em um motel e teve relações sexuais com uma mulher e era tudo mentira? Foi condenado também e teve que se retratar publicamente: https://glo.bo/2r78wCG

Machistas também não passarão!

Não adianta problematizar e não oferecer solução. para o mundo mudar, nós temos que viabilizar a mudança. Link para o post da minha amiga querida, Carol Patrocinio: http://bit.ly/2s5quCC

Não deixe de ler o post passado que é uma playlist linda com músicas sobre autoestima: http://ocabide.com/?p=4731

Tem um link bacana que merece estar no Resumo da semana que vem? Me envie: ocabideblog@gmail.com

Bom final de semana, lindezas!

*Imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Playlist da autoestima

Dia desses estava ouvindo uma playlist de mulheres negras do começo dos anos 2000, quando começou a tocar Unpretty do grupo TLC (se você não conhece, vale a pena pesquisar!). Esse hino, lançado em 1999, fala sobre amor próprio e auto-valorização, fazendo uma reflexão sobre como as mulheres se sujeitam a transformações para atender padrões irrealistas de beleza.

Fiquei me perguntando quais outras músicas, tão maravilhosas e importantes como essa, existem atualmente e decidi colocá-las em uma playlist (que é algo que eu adoro fazer!).

São 7 músicas para ouvir e compartilhar com as amigas em dias difíceis, quando estamos cansadas de tanta pressão e tudo o que precisamos é força e compreensão para resistir.

1 – A música que deu origem para essa lista:

Ao ouvir a letra dessa música pela primeira vez você pode ter a impressão de que ela está falando com alguém, talvez um parceiro abusivo. Mas eu acredito que a verdadeira antagonista dessa música seja a própria narradora. E eu acho isso muito real, nós nos cobramos tanto, exigimos tanto de nós mesmas, sempre com a premissa de que é assim que atingiremos o sucesso com nossos corpos e almas.

“I’ve tried different ways but it’s all the same
At the end of the day I have myself to blame”

 

2 – Mary Lambert – Body Love (Part 1 & 2)

Essa música se divide em duas partes e eu entendo perfeitamente o porquê. São tantas coisas para tirar do peito, para desabafar sobre como é sobreviver sendo mulher em um mundo que é tão inóspito para nós.

Depressão, rejeição, transtornos alimentares, álcool e drogas são só alguns dos efeitos que a pressão dos padrões estéticos trouxe para nossas vidas.

Essa música foi feita para revidarmos e resistirmos!

“But the time has come for us to reclaim our bodies
Our bodies deserve more than to be war-torn and collateral”

3 – Beyoncé – Pretty Hurts

Tem como fazer uma playlist com esse tema e não mencionar Beyoncé?

Pois bem, a música Pretty Hurts fala sobre almejar a perfeição e o impacto que isso tem sobre nossas vidas. Passamos tanto tempo focadas em nossas aparências que o custo disso para nossas mentes é altíssimo.

“We shine the light on whatever’s worse
Tryna fix something
But you can’t fix what you can’t see
It’s the soul that needs the surgery”

4 – Banda Calypso – Autoestima

É isso mesmo! Tem Banda Calypso nessa playlist. Pode me julgar, eu não ligo.

Quando estava pesquisando músicas para essa lista caí num link com a letra dessa música e acabei gostando da sensibilidade com a qual o tema é abordado, dá uma olhada:

” Tem dias que a gente se sente
Como se nada mais valesse a pena
Tudo se torna insignificante
A vida fica tão pequena

Andei por tanto tempo assim
Tão deprimida, destruida por dentro
Quase que eu pego um caminho sem volta
Graças a Deus eu acordei em tempo”

5 – Mc Carol e Karol Conká – 100% feminista

Para jamais abaixarmos a cabeça.

J-A-M-A-I-S

“Mais respeito
Sou mulher destemida, minha marra vem do gueto
Se tavam querendo peso, então toma esse dueto
Desde pequenas aprendemos que silêncio não soluciona
Que a revolta vem à tona, pois a justiça não funciona
Me ensinaram que éramos insuficientes
Discordei, pra ser ouvida, o grito tem que ser potente”

 

6- India Arie – I’m not my hair

Essa música fala sobre a relação de uma mulher negra com seus cabelos. Toda a fase de negação, até a libertação.

A letra é linda e TÃO importante!

“Good hair means curls and waves
Bad hair means you look like a slave
At the turn of the century
Its time for us to redefine who we be
You can shave it off
Like a South African beauty
Or get in on lock
Like Bob Marley
You can rock it straight
Like Oprah Winfrey
If its not what’s on your head
Its what’s underneath and say HEY…”

7 – Bate a Poeira – Karol Conka

Nessa música Carol Konka (rainha!) fala sobre o peso dos rótulos, o impacto do preconceito e a importância de sermos nós mesmos.

“Há tanta gente infeliz com vergonha da beleza natural
É só mais um aprendiz que se esconde atrás de uma vida virtual
Gorda, preta, loira o que tiver que ser
Magra,santa, doida, somos a força e o poder
Basta chegar bora levanta a cabeça e vê
Vem cá, viva, sinta o que quiser você pode ser”

E aí?

Qual música você acha que faltou nessa playlist?

 

*imagem e vídeos: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.