BEDA #17 – Expressões capacitistas que deveríamos deixar de usar

Se tem uma palavra que eu uso muito para descrever quando estou entre amigos, essa palavra é louca. Acostumei a ser vista como alguém que tem uma sanidade questionável por ser bipolar. Mas a verdade é que isso é horrível. Primeiro porque transtornos mentais não afetam a sanidade dessa forma caricata, pessoas com transtornos mentais não são loucas e a grande ironia é eu usar tanto essa expressão mesmo sabendo o quanto ela pode ser ofensiva.

Nosso cotidiano é cercado por expressões que surgiram para questionar a capacidade alheia de forma difamatória e que nós usamos o tempo, sem questionar suas origens e sem pensar se de fato elas podem ser ofensivas para alguém. No post de hoje vou listar algumas expressões capacitistas que já passou da hora de aposentarmos.

Mas antes vamos definir o que é capacitismo:

Capacitismo é o tipo de discriminação direcionada às pessoas com algum tipo de deficiência física ou em condição de neurodiversidade.

Expressões capacitistas:

Retatardado/Mongol/Demente: Expressão que originalmente define pessoas neuroatípicas, mas que na maioria das vezes é usada em tom de deboche para questionar o cárater ou a capacidade de outra pessoa.

“Abstenho e finjo demência”: Cê acha ok fingir que tem demência?

Lesado (a): Faz referência à pessoas com algum tipo de lesão/deficiência física ou pessoas com um grau leve de oligofrenia . É uma expressão que pode ser usada de outras formas, mas geralmente diz respeito à capacidade mental das pessoas.

Aleijado (a): Qual é a dificuldade em dizer “PESSOAS COM DEFICIÊNCIA”? Nós não estamos mais na década de 1980, aleijado ou inválido não são expressões apropriadas para definir qualquer pessoa. Menos ainda seu filho que está com preguiça de recolher a própria toalha.

Louco/maluco: Faz ideia de quantos homens já usaram essa expressão como uma arma de gaslighting? A expressão é usada para questionar a sanidade mental de alguém.

Estar depressivo/bipolar: APENAS PAREM. Usando essas palavras aleatoriamente você está banalizando a depressão e o transtorno bipolar, que são condições debilitantes e seríssimas. Você não tem depressão porque tá na bad e não é bipolar porque estava de bom humor de manhã e de tarde não estava mais.

Esquisitão: Assim como “lesado” é uma expressão que pode ser usada de outras formas, também pode ser usada para definir pessoas com transtornos mentais e ou neuroatípicas. Pessos com fobia social, ansiedade ou autismo, por exemplo.

“Tomou seus remédios hoje?”: Tentativa de desvalidar a fala da pessoa, é uma expressão que anda lado a lado com “louca” e que pode ser facilmente usada como gaslighting. Como se a pessoa não fosse capaz de algo por ser dependente de algum medicamento.

“Sou/Estou cego”: Migo, no máximo cê é míope, vamos respeitar os deficientes visuais?

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

BEDA #11 – Galeria: faça as pazes com a papada

Para quem ganha peso de repente uma das coisas que mais causa frustração é o quanto o rosto muda. E o rosto é um lugar que não dá para disfarçar ou esconder, nós temos que lidar com essas mudanças desde o começo e isso causa muito sofrimento para muitas mulheres. Meu rosto mudou bastante com o peso, meu nariz ficou mais largo, minhas pálpebras mais gordinhas (logo o olho ficou aparentando ser menor) e eu ganhei a tão temida papada. Eu nunca tive um rosto fininho, porque sempre fui bochechuda, mas as mudanças aconteceram muito rápido, foi muito difícil para mim associar que a mulher que eu via no espelho ainda era eu mesma. A disforia foi enorme e me deixou completamente perdida por muito tempo. Hoje em dia eu acho meu rosto lindo, até por isso retomei meu amor por maquiagem, mas não tem uma fórmula que eu possa ensinar para que vocês passem a amar o rosto gordo de vocês também. O que eu posso dizer é que a autoestima que recuperei com relação ao meu rosto tem mais a ver com quem eu sou, do que com me achar bonita ou me aceitar gorda. Quando comecei a me dedicar ao meu trabalho e comecei a ser reconhecida por ele, passei a querer ver o meu rosto em todos os lugares, a permitir que eu fosse mais fotografada (e até filmada), orgulho que eu sentia de mim mesma era muito maior do que qualquer insegurança que já senti com relação a qualquer parte do meu corpo. Então, tente primeiro amar quem você é e tudo o que você é capaz de fazer, talvez assim amar o resto venha com mais facilidade.

Dá uma olhada em quantas mulheres estão arrasando por aí com papadas belíssimas:

Jessica Torres

www.instagram.com/thisisjessicatorres

Hentai Hunny

www.instagram.com/shamelesscreature

Tess Holliday

www.instagram.com/tessholliday

Nicole Byer

www.instagram.com/nicolebyer

Jazzmyne

www.instagram.com/jazzmynejay

Margot Meanie

www.instagram.com/margotmeanie

Shawna

www.instagram.com/chubbycartwheels

Chrissy Metz

www.instagram.com/chrissymetz

Valerie Sagun

www.instagram.com/biggalyoga

Natalie

www.instagram.com/nataliemeansnice

Callie Thorpe

www.instagram.com/calliethorpe

Euzinha

www.instagram.com/ocabide

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

BEDA #9 – Mulheres inspiradoras para seguir no Twitter

Minha carreira como conteudista online para marcas de moda começou com um experimento. A ideia era fazer uma cobertura completa, incluindo bastidores, das semanas de moda de São e do Rio, durante os desfiles das coleções primavera/verão, 2009. Uma proposta como essa para os dias de hoje parece uma piada, afinal chega a ser impossível pensar em um evento como SPFW sem uma cobertura instantânea.
Mas em 2010 não tinha Instagram e não existiam páginas no Facebook. Nós acompanhávamos os desfiles através dos grandes portais, alguns veículos publicavam vídeos no próprio site (o YouTube também não tinha a relevância que tem hoje) e um ou outro desses veículos publicavam as fotos dos desfiles no Tumblr também. A única chance de acompanharmos em tempo real o que estava rolando na Bienal ou no Píer Mauá, era stalkeando as @ mais descoladas do Twitter. E foi o que eu fiz, seguindo produtoras, assistentes, monitores, stylists, maquiadores e modelos, fui combinando informações de forma coesa para compor uma cobertura detalhada, onde além de imagens e vídeos, eu mostrava o ponto de vista daqueles que estavam trabalhando ativamente nos desfiles.

Meu projeto envolveu muita pesquisa e know how sobre a indústria, mas eu não teria atingido o resultado que esperava sem o Twitter.

Naquele ponto meu objetivo era ser jornalista de moda, mas esse projeto abriu portas para que eu fosse além disso. Logo em seguida passei a compor o time de uma revista de moda online e em seguida fui contratada para trabalhar em uma assessoria de imprensa que iniciava um novo departamento para desenvolvimento para conteúdo digital para seus clientes de moda.

Eu fiquei um tempo sem postar nada no Twitter, mas nunca deixei de visitar a rede. Até hoje, quando preciso de informações concretas e de diferentes pontos de vista sobre qualquer assunto, procuro primeiro no Twitter.

Se você precisa de um bom motivo para voltar para o Twitter essa lista de perfis de mulheres com conteúdo inspirador e/ou relevante vai ser um ótimo incentivo:

Flávia Durante

O perfil da Flá, jornalista e criadora do Pop Plus, é cheio de dicas sobre eventos que vão rolar em São Paulo, tem bastante música (ela também é DJ!), dicas de shows e de festas. Mas seu forte é conteúdo voltado para a inclusão e para a luta contra gordofobia.

twitter.com/flaviadurante

Rachel Patrício

Eu sigo a Rachel porque seus tweets me lembram de outras realidades. Ela fala bastante sobre maternidade, também fala abertamente sobre suas experiências poliamorosas e tem um olhar muito esclarecido sobre como a gordofobia impacta a sociedade.

twitter.com/matryoska

Ana Paula Passareli

Como eu já disse, sou conteudista, essa é minha profissão, eu ganho meu pão como creator e trabalhar sozinha, em sua própria empresa, lidando com o comportamento das pessoas na internet é muito desafiador. Eu sigo a Passa porque ela simplifica muitas coisas que as vezes eu enxergo de forma mais complicada do que realmente são. Além disso ela fala bastante sobre as vivências das mulheres com mais de trinta anos, na vida e no mercado de trabalho.

twitter.com/apassarelli

Modices

Você precisa de um conselho de moda? Vai no @modices.
Precisa de conselho amoroso? Vai no @modices.
Precisa de alguém para idolatrar a Rihanna com você? Vai no @modices.
Precisa lembrar que existem mulheres lutando com você para que o mundo seja mais justo para nós? Vai no @modices!
Depois de tantos anos, ainda vejo a Carla Lemos como uma inspiração, foi muito bom ver seu amadurecimento e a forma franca com ela se relaciona com seus leitores/seguidores.

twitter.com/modices
Eu

Adrieli Nunes Schons

Notoriamente conhecida por falar sobre questões políticas e principalmente sobre feminismo de forma bem humorada e inteligente. As opiniões expressadas pela engenheira civil já viralizaram muitas vezes. Seu conteúdo é empoderador e libertador.

twitter.com/Adrieli_S

Andreia Freitas (Não Invialize)

Em seu perfil a psicóloga e protetora de animais Andreia Freitas fala sobre assuntos importantes e no geral é um perfil é bem legal de acompanhar. Mas eu a sigo por causa dos seus contos. Ela tem uma série de histórias chamada Amor nas DMs que ela conta via teeets e que nos deixam o dia todo enlouquecidos querendo saber o final.

twitter.com/NaoInviabilize

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

BEDA #7 – 33 fatos sobre mim

Já faz alguns anos que escrevo um post especial quando faço aniversário. Leonina que sou e prestes a completar 33 anos (20/08, aguardo presentes!) de puro charme e sensualidade, decidi fazer um post inteirinho sobre mim.

Confira 33 fatos sobre mim que não vão mudar em nada sua vida (e provavelmente não mudaram muita coisa na minha também):

1 – Eu não sei nadar.

2 – Também não sei andar de bicicleta (na primeira que tentei quebrei o braço em 3 lugares).

3 – Eu não tomo café.

4 – Eu sou viciada em batons, tenho uma coleção extensa, mas nunca gostei do Ruby Woo.

5 – Minha cor preferida é e sempre foi roxo, de acordo com a minha mãe essa sempre foi a cor que eu escolhia para tudo desde bem pequena.

6 – Eu sou notoriamente conhecida pela minha cara de brava, mas dizem por aí que sou pura fofura.

Brava ou fofa?

7 – Eu aprendi a ler antes de ser oficialmente alfabetizada, a primeira pessoa a perceber foi meu irmão que me viu lendo um outdoor em voz alta.

8 – A primeira vez que disse “Vai tomar no cú” eu tinha 2 anos.

9 – Eu tenho até hoje primeiro livro que escolhi sozinha na livraria: Zé Diferente de Lucia Pimentel Goes.

10 – Também tenho até hoje o primeiro livro que comprei com a minha mesada (em Cruzeiro Real): Como educar seus pais – Obrigado Esparro, de César Cardoso.

11 – Eu ganhei minha primeira máquina de costura com 5 anos. Ela era cor de rosa, era de brinquedo, mas fazia costura reta de verdade.

Mini Nic

12 – Eu aprendi a falar inglês antes dos 12 anos, era meu sonho e eu sabia que não teria grana para fazer curso na Cultura Inglesa, como muitos dos meus amigos faziam, então me virei, estudei sozinha e aprendi.

13 – Já tomei porre de porradinha com meu pai. Tomem porres com seus pais!

14 – Fiz minha primeira tatuagem com 16 anos, ela é péssima, teve época em que quis fazer laser, teve época em aceitei ela como parte da minha história, mas essa ano decidi finalmente que vou cobri- la. Vocês vão acompanhar todo o processo em breve!

15 – Já fiz um piercing em casa com uma amiga, compramos a joia e a agulha em um estúdio, eu marquei e ela furou. NÃO FAÇAM ISSO!

16 – Sou viciada em Coca Zero.

17 – Eu tenho um paladar bastante apurado e amo conhecer novos sabores, mas minhas comidas preferidas são Sucrilhos e queijo quente.

18 – Eu fiz (e obviamente não terminei) curso técnico em informática.

19 – Eu só experimentei lanches do Mc Donalds quando tinha 14 anos.

20 – Eu tive uma fase muito clubber, ia na Over Night (na Mooca) todo sábado, com direito a ansiedade especial quando era o Marky que ia tocar!

Over night | Foto: Veja SP

21 – Quando eu era adolescente meu objetivo era estudar para ser perita criminal.

22 – No final de 2014 comecei a me preparar para ir passar um ano na Irlanda. Já estava tudo resolvido, mas sempre que ia fechar os detalhes da ida, algo acontecia e eu tinha que ficar. Pouco depois meu pai faleceu e eu percebi que não teria que sair daqui para recomeçar minha vida.

23 – Você jamais me verá em um boliche, campo de paintball ou karaokê.

24 – Eu passei minha vida toda acreditando que calçava 36 e na verdade eu calço 37.

25 – Eu desisti do skate, do futebol e de jogar na Live por causa da forma como era tratada por homens nesses ambientes.

26 – Eu nunca tive cabelos compridos, o maior comprimento que minhas madeixas tiveram foi na altura dos ombros.

Em 2013

27 – Eu tenho 12 tatuagens.

28 – Eu só gosto de ganhar flores se elas estiverem plantados. Não vejo utilidade em flores cortadas.

29 – Eu estive em três lugares que considero meus preferidos no mundo: Lençóis na Chapada Diamantina (BA), Praia do Mariscal – Bombinhas (SC) e Santiago no Chile.

La Chascona – Santiago

30 – Sou ovo-lacto vegetariana, o motivo que me faz parar de comer foi a morte do meu pai. Eu fiquei muito tempo sem saber como lidar com a situação, mas sabia que não queria mais que houvessem mortes desnecessárias na minha vida.

31 – Já posei nua.

32 – Deixei de trabalhar como maquiadora porque não tinha habilidade social e emocional para lidar com clientes.

33 – De acordo com o Spotify minha música mais ouvida no momento é Inconsequente da Drik Barbosa.

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

O meu all star azul

Eu lembro claramente do que era moda quando eu estava no ensino fundamental:

As Patricinhas de Beverly Hills

Minissaia plissada xadrez com meias 3/4;

O elenco da primeira temporada de Malhação (1995)

A novela Malhação tinha acabado de estrear e fez com que a moda fitness fosse parar nas ruas, logo, todas as meninas usavam leggings e um meião de ginástica no lugar do uniforme;
Se você era alguém relevante tinha mechas loiras e bem marcadas no cabelo;

Quem lembra das All Saints?

Moletons oversized combinados com Converse de cano alto (que naquela época chamávamos de All Star) deixavam avisado que você curtia rock e passava o intervalo com a rodinha que acompanhava o menino que sabia tocar Legião Urbana no violão;

Jovens Bruxas (The Craft)
Fairuza Balk 4evah 🖤

Mas o Keds, que era bem mais caro, também era hit independente da sua “tribo”, tudo dependeria da sua escolha de cor e/ou estampa,

A não ser que você fosse fã do recém-lançado Jovens Bruxas e tenha aderido ao estilo gótico.

Sabe porquê eu lembro de todas essas coisas com tanta clareza? Porque eu não tive nenhuma delas.

A época em que eu estava desenvolvendo meu estilo pessoal coincidiu com uma época de instabilidade financeira para a minha família e comprar roupas descoladas não era uma prioridade.

Eu passei anos pensando nas roupas que eu não tinha, mas com uns 13 para 14 anos tive minha chance de mudar esse quadro. A situação aqui em casa melhoro bastante e no meu aniversário ganhei R$200 da minha mãe para comprar o que eu quisesse (quem é da época em que essa quantia valia muito?).

Esse era meu momento, finalmente teria roupas iguais as das meninas na escola, finalmente não me sentiria tão awkward e finalmente seria popular por um motivo que não fosse meu jeito estranho.

Mas quando eu estava nas lojas fazendo compras com a minha mãe, eu percebi que eu não queria nenhuma daquelas coisas de verdade, que nada daquilo me deixava feliz ou satisfeita.

Acabei usando essa chance para finalmente vestir algo em que eu me sentiria bem. A minha compra consistiu em uma jardineira oversized, uma legging metalizada, um converse azul turquesa e uma mochila vermelha.

Olhando para trás e analisando esse momento com cuidado, vejo que sempre tive uma relação única com a moda, porém, também sempre achei que deveria me adequar mais ao que pessoas esperavam de mim. Passei a adolescência toda e a maior parte do início da minha vida adulta lutando contra minha a aparência, porque eu queria ter aquela sensação de pertencimento e achava que para isso deveria me vestir como as pessoas ao meu redor, que era muito diferente do que como eu realmente  queria vestir.

Em 2013 iniciei um novo tratamento para o transtorno bipolar, foi difícil, mas me trouxe uma vida estável e cheia de conquistas. Como nada é perfeito, o tratamento me fez engordar, 20, 30, 40, 50 quilos até chegar no peso em que estou hoje. Eu poderia lutar contra isso (e eu até lutei por um tempo) ou poderia aceitar. Decidi aceitar, afinal meu peso e as marcas no meu corpo contavam uma história incrível de sobrevivência.

No processo de aceitação acabei me conhecendo de uma forma que eu nunca imaginava. Minha relação com a moda voltou a se assemelhar às experiências da menina magricela de cabelos curtos da década de 1990, e assim como naquele momento, eu optei por expressá-la. Foi assim que meu guarda-roupa ganhou tantas cores, tantas texturas e volumes. O principal critério para escolher algo para vestir é “Essa roupa vai mostrar quem eu realmente sou?”, se a resposta for não, não uso! Além disso eu tenho guiado meu estilo de forma a equilibrar a minha personalidade com a forma como me apresento. Eu sou introvertida e muito intensa, o cabelo cor de rosa ou um top prateado lembram a mim mesma, e ao mundo, que eu também carrego leveza e humor.

Graças a essa vivência hoje sou a melhor versão de mim! Ser gorda fez com que eu fosse a mulher que eu sempre quis ser! ❤️

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.