Lingerie Medieval

Em 2012 arqueologistas descobriram diversos sutiãs com 600 anos de idade e o especialistas dizem que esse fato ajuda a reescrever a história da moda. A estrutura de renda e linho pré-datam a invenção do sutiã moderno por centenas de anos. Eles foram encontrados debaixo do piso do castelo Lengberg, em East Tyrol na Áustria, junto com os resquícios de um tecido e uma cueca de linho completamente preservada (presumidamente a peça era masculina). Acreditou-se que os quatro sutiãs e essas duas peças fossem do século XV, fato que foi comprovado por cientistas através do processo de datação por carbono.

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Várias escolas de pensamento ponderaram sobre quem desenvolveu o primeiro sutiã. Entre os concorrentes estavam Herminie Cadolle, que fazia corsets no final do século XVIII na França e Mary Phelps Jacob, uma socialite nova iorquina que conseguiu a patente do sutiã nos EUA em 1914.

Mesmo que fontes escritas mediavais tenham algumas menções de “sacos para seios”, “camisas com sacos” ou “faixas para seios”, a história mostra poucos indícios claros de que houvessem bojos antes do século XIX, de acordo com Beatrix Nutz, arqueologista da University of Innsbruck, responsável pelo achado.

” A primeira coisa que pensei, e que provavelmente ninguém mais pensou, é que era impossível, não existia nada como um sutiã no século XV” – disse a arqueóloga para o site Ecouterre.

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Ainda cética, Nutz e sua equipe vasculharam a área em busca de evidências de que o sutiã tenha sido descartado no castelo em outro período. No entanto, não tiveram qualquer resultado.

Nutz acrescenta que além de tudo, todas as técnicas usadas para confeccionar as peças eram comuns – ou pelo menos conhecidas – no século XV. Somente quando os resultados da datação por carbono chegaram do ETH em Zurique que a equipe acreditou que as peças eram de fato da Idade Média.

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Hilary Davidson, curadora de moda do Museum of London, disse ao Daily Mail que a descoberta dessas peças totalmente reescreve a história da moda, nada assim tinha sido encontrado antes. Achados como esses deixam pesquisadores animados com a possibilidade de uma nova visão sobre como as pessoas se vestiam na Idade Média, até porque é muito raro que roupas do dia a dia e roupas de baixo desse período tenham sobrevivido ao tempo.

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**imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Tudo o que você precisa saber sobre Balenciaga

A Balenciaga pode ser uma marca muito diferente agora se comparada ao seu primeiro desfile que aconteceu em 1937, mas isso não faz com que o trabalho do seu fundador, Crist?bal Balenciaga, seja menos importante.

Balenciaga era um verdadeiro inovador que perseguiu incansavelmente e o caminho da perfeição. Dior propôs o New Look em 1947 e Balenciaga o desafiou com túnicas e vestidos saco que evoluíram para os minis da década de 1960. Ele viu e eventualmente conduziu grandes mudanças na forma como as mulheres se vestiam. Mesmo assim ele resistiu a algumas mudanças, ele nunca cedeu ao prêt-à-porter, ele permaneceu sempre na alta costura.

O designer era notoriamente conhecido por manter sua privacidade e só deu duas entrevistas em sua carreira. Por um tempo acreditou-se que ele só havia falado com a imprensa uma única vez já que era famoso por rejeitar todo tipo de publicidade.

Linha do tempo:

  •  1895: Em 21 de janeiro nascia Cristóbal Balenciaga Eizaguirre em Getaria, Espanha.
  • 1908: Aos 13 anos Cristóbal teve a chance de trabalhar como costureiro da Marquesa da Casa Torres.
  • 1919: A primeira casa de alta costura de Balenciaga foi inaugurada em Sab Sebastian, Espanha.
  • FATO CURIOSO: A aristocracia espanhola estava entre os clientes regulares de Balenciaga.
  • 1920: Balenciaga abriu sua segunda casa em Madri.
  • 1937-1938: Balenciaga expande seus negócios para Paris e abre sua primeira casa na França, no final deste mesmo ano ele desfilou com sucesso a sua primeira coleção.
  • FATO CURIOSO: Balenciaga se mudou para Paris por causa da guerra civil espanhola.
  • 1947: Cristóbal Balenciaga criou o seu primeiro perfume, Le Dix.
  • 1951: A ‘Balenciaga Revolution’ toma lugar na moda com a criação de silhuetas mais amplas, pescoços mais abertos e ombros mais largos.
  • FATO CURIOSO: Cristóbal Balenciaga sempre assistia seus desfiles dos bastidores, por trás das cortinas e raramente ia receber aplausos na passarela.
  • 1955: Cristóbal cria o vestido túnica.
  • 1957: Balenciaga revela sua coleção para a imprensa antes da data de revelação para o varejo, o que acabou criando um climão com entre os outros estilistas. A intenção por trás disso era tentar evitar a pirataria e a cópia dos seus designs.
  • FATO CURIOSO: Dizia-se que Christian Dior era um dos que se aproveitavam das cópias dos designs de Balenciaga, usando os mesmos cortes e silhuetas. A mídia não conheceria esse boato até muito depois, já que Cristóbal fazia de tudo para evitar a imprensa.
  • 1960: Balenciaga desenhou um vestido para a Rainha Fabiola da Bélgica.
  • FATO CURIOSO: Não só a realeza vestia Balenciaga como existia um boato de que Jackie O. discutia sempre com o marido, o presidente John F. Kennedy, por comprar as peças caras da casa espanhola. JFK  se preocupava que o povo americano se incomodasse com a aparência das finanças do presidente e sua esposa.
  • 1968: Cristóbal Balenciaga se aposenta com 74 anos, fechando as casas de Paris, Madri e Barcelona.
  • FATO CURIOSO: A última aparição pública de Balenciaga foi no funeral de Coco Chanel. A estilista já havia afirmado que Cristoal era um dos poucos designer da época que sabia criar, cortar e montar um vestido sozinho.
  • 1972: Cristóbal Balenciaga faleceu e foi enterrado em sua região de origem na Espanha.

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Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

A história do glitter

O que é o glitter e por que isso importa? A pergunta soa como uma piada, uma daquelas coisas diretas, semi-irônicas que você diz quando está tentando encontrar sentido em algo que há muito tempo é considerado sem sentido, banal ou superficial. E até certo ponto, passar um longo tempo pensando em algo que há séculos para a maioria das pessoas enxerga como um tipo de frivolidade feminina. Quem vai se importar com o glitter quando podemos nos preocupar com política? E de qualquer forma, glitter não é brega?

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Pré Século XX

Como todos os aspectos da cultura visual, o glitter tem a ver com pinturas em cavernas e com a Cleópatra, a Beyoncé de AEC. A palavra  vem do nórdico antigo, glitra,  mas os humanos tem feito as coisas brilhar por muito mais tempo do que foi falado. A palavra glitter foi usada pela primeira vez no século XIV, no entanto, grãos brilhantes vermelhos, pretos e de mica branca – um tipo de pedra brilhante que ainda é usada hoje em dia para deixar tintas brilahntes, assim como para produzir sombras cintilantes  – aparecem em pinturas do período Paleolítico Superior e de 40,000 até 10,000 AE. O maias também usavam mica na superfície de seus templos em ocasiões especiais.

Os egípcios antigos, antes de Cleópatra, faziam uma substância parecida com glitter em forma e função com insetos macerados.

Origens na modernidade e um fato engraçado

Se você acredita no que vê ou ouve falar nos realities de TV sobre Nova Jérsei, então você vai achar apropriado que o inventor do glitter como o conhecemos hoje é de lá. Em 1934, Henry Ruschmann se deparou com uma forma para produzir o que nós embalamos e vendemos como glitter feito de plástico pulverizado e outros materiais recicláveis. A empresa de Ruschmann, Meadowbrook Inventions, produz glitter até hoje. Ainda que algumas pessoas considerem o glitter feito de plástico grosseiro,, acreditasse que o brilho verdadeiro só seja possível no glitter feito com vidro. E se você acha que isso soa perigoso, é porque é mesmo, o uso desse tipo de glitter não é recomendado para crianças.

O fato engraçado é que o o exército considerou atirar glitter de aviões para zoar com o sistema de radares durante a Segunda Guerra Mundial!

Ok, mas o que é?

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Ainda que exista nuances dos métodos de produção do glitter, nós removemos os insetos macerados e não o façamos com grandes placas de plástico e alumínio, que pode ser coberto por outro material refletivo. Que daí são cobertos com uma camada de dióxido de titânio para adicionar cores, que depende mais da ótica do que da química para dar certo. Ou seja, vai ser a grossura da camada de dióxido de titânio que vai determinar se a sua fantasia de Lady Gaga circa 2010 vai ser roxa, verde, pink, ou qualquer outra cor. O material então é cortado em formas com duas dimensões, para evitar o desperdício, hexágonos são os mais fáceis de fazer, mas eles também quadrados e retângulos (você pode ver esse processo AQUI).

Na moda

De acordo com Nancy Deihl, uma professora de moda e têxteis da NYU, “glitter tem a ver com evocar jóias e metais” – Na sociedade ocidental as pessoas adicionavam brilho as roupas desde o período Tudor, quando os ricos usavam prata e os menos ricos usavam metais como o estanho para adornar suas túnicas e corpetes.

“Eu sei que nós temos essa ideia de que no passado não havia brilho, mas eles adoravam colocar pequenos pedaços de metais nas coisas”, diz Deihl.

Nós séculos XVIII e XIXI o brilho apareceu em fios metálicos e até em lãs; primeiro fizeram ternos para mulheres que incluíam detalhes metálicos, diz Deihl, “para que eles pudessem parecer mais femininos e para que não ficassem sem graça como os masculinos”. Estilistas como a Chanel escolheram essa técnica para modernizar seus terninhos. “O ponto alto foi mesmo nos anos 1920. em que as mulheres costuravam contas e paetês em seus vestidos de tal forma que as roupas chegavam a ficar pesadas e caídas.

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Glitter e o brilho começaram a aparecer no figurino de artistas logo depois. Nomes como Ella Fitzgerald, Billie Holiday, The Supremes—”não era como hoje em dia em que você simplesmente sobe no palco com um jeans rasgado”, diz Deihl. Suas “criações criativas feitas sob medida para a noite” era “sempre bordadas com contas e paetês, para refletir luz.

“Elas usavam pele e paetês porque era o que a audiência esperava que elas usassem, eles esperavam que elas fosse glamourosas e os paetês e o glitter andam lado a lado com o glamour”.

Na maquiagem

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primeiro o senso comum sobre o glitter na maquiagem era: não use, é para crianças e putas. Depois: você pode usar, mas tem que ser sutil, para que ninguém saiba que você está usando, ou para que pelo menos homens héteros e desentendidos não reparem.

“Maquiagem óbvia, assim como qualquer coisa de aparência não natural eram vistas negativamente  na metade do século XX”, diz Deihl. “Até tinham algumas pessoas fazendo algumas coisas extraordinárias em termos de  face painting. Mas no geral, adolescentes usando glitter no resto é algo relativamente recente”.

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Nas unhas o glitter é considerado mais do que comum, ainda que exista alguns problemas de logística; não sai nunca! A não ser em lascas grandes que descamam as unhas.

 

*traduzido e adaptado (no texto original você pode encontrar informações sobre o uso político do glitter e sobre o glitter comestível)

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Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Antes da Gisele

Há pouco tempo compartilhei em nossa página no Facebook um vídeo em que Betty Lago desfile para Thierry Mugler (de quem ela já foi musa). Para minha surpresa ela mesmo curtiu e comentou a publicação.

Em um tempo em que não haviam über models, Betty conquistou a simpatia de nomes como Gaultier, Saint Laurent e Valentino.

A ex-modelo e atriz lutava contra o câncer desde 2012, além da presença marcante os amigos e família afirmam que Betty tinha uma personalidade extraordinária. Foram 15 anos como modelo e 20 anos  como atriz, sua carreira começou em 1970 após ser descoberta pelo fotógrafo Evandro Teixeira. Sua primeira aparição na TV foi como a Natália da novela Anos Rebeldes, em 1992.

Apresentou por 5 anos o GNT Fashion, um dos seus projetos mais atuais era o canal Calma Betty!, no YouTube, com vídeos que contavam com a direção de seu filho Bernardo Lago.

Recentemente esteve no reality Desafio da Beleza ao lado de Mariana Weickert, também no GNT.

Eu sei que muitos dos nossos leitores não tem idade para conhecer o trabalho de Betty, então eu achei que seria bacana fazer uma galeria com imagens que comprovam a musa que Betty era!

O desfile completo de Thierry Mugler 95 – fall/winter (é longo, mas é MARAVILHOSO!):

 

*imagens e vídeo: reprodução

 

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A mania da crinolina

A crinolina, um dos itens mais estranhos da moda, apareceu no meio dos anos 1800 e é ocasionalmente usada até os dias de hoje. O post de hoje é ilustrado por fotografias e alguns do desenhos de uma série chamada Os mistérios da Crinolina, que critica essa elaborada moda vitoriana.

A palavra é uma combinação do termo “crin” — um material rígido feito  usando crina de cavalo – e do termo “linho”. Mas não era o tecido firme que dava para a crinolina sua extraordinária estrutura, eram os arcos que ficavam por baixo, feitos de ossos ou até metal, que davam forma a peça. A primeira patente para a crinolina de metal surgiu em 1856.

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A popularidade era tão grande – descrita pela revista Punch como “Crinolinomania” – que algumas fábricas de metal passaram a atender exclusivamente ao mercado responsável pela produção da peça, chegando a fazer até 3.000 peças por dia. Existiam lojas exclusivas para venda de crinolinas, mesmo que fosse um objeto muito difícil de usar.

Além de ser um alto risco de fogo, do final dos anos 1850 até o final dos anos 1860, cerca de 3.000 mulheres morreram na Inglaterra vítimas de incêndios causados por conta da crinolina.

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E a moda permanceu forte até essa época, sendo eventualmente substituída por ancas. Tem ressurgido periodicamente, mais notavelmente durante a Segunda Guerra Mundial, como parte do New Look de Christian Dior. Atualmente, a crinolina ainda é usada em ocasiões muito formais – particularmente como parte de vestidos de casamento.

Muitas dessas imagens podem ser encontradas n a exposição Photography: A Victorian Sensation Exhibition, o Museu Nacional da Escócia (12/Junho até 22/Nov, 2015), em Edimburgo.

 

via Mashable

*imagem: reprodução

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