‘Tatau’

Ooi ooi!

Sabe aquela série, reality, programa de TV ou filme que parece que nenhum dos seus amigos assiste e você não consegue trocar ideias com nenhum deles sobre o que tá rolando, o que você pensa, saber o que os outros pensam e tudo o que te resta são os grupos no Facebook? Pois é, eu sou mestre nisso! E hoje quero falar sobre um dos realities que eu mais adoro: Ink Master.

Apresentado por Dave Navarro, Oliver Peck e Chris Nunez (também jurados do programa), Ink Master é um reality show de tatuadores que competem por um prêmio de 100 mil dólares. Em cada programa é realizado o desafio relâmpago e, em seguida, o desafio da eliminação, onde será feita a tatuagem que irá eliminar alguém da competição.

Oliver Peck, Dave Navarro e Chris Nunez

Quem são as pessoas tatuadas? São voluntários! Você preenche uma ficha que inclui coisas como: qual estilo de tatuagem você gostaria, cores de sua preferência e afins. Você pode acessar o Human Canvas Application e ser um voluntário para o programa. Assim como já estão abertas as inscrições para ser um tatuador competidor na próxima – oitava –  temporada!

Canvas

Kyle Dunbar

O que acontece quando algumas tatuagens ficam ruins ou os ‘canvas’ não ficam satisfeitos? Bem, existe uma ramificação do programa: Ink Master Redemption. Nesse programa o ‘canvas’ e a pessoa que o tatuou se reencontram e tem a chance de conversar , se o ‘canvas’ concordar, pode ser tatuado novamente pelo mesmo tatuador que terá a chance de redimir.

Jesse Smith

Joshua Hibbard

Chris Blinston

Halo

Assim como Ink Master Redemption, rolam outras edições, como especiais para o Valentine’s Day ou para o Halloween, teve também um especial para o 100º episódio chamado “Sirens of Ink”, que reuniu as melhores tatuadoras que passaram pela competição. É uma pena que a quantidade de mulheres no Ink Master ainda seja pequena, cada vez mais essa indústria abre as portas para tatuadoras e o casting do programa poderia mostrar melhor a qualidade do trabalho e o espaço conquistado por mulheres que tatuam.

Emily Elegado, Jackie Jennings, Sarah Miller e Lea Vendetta em “Sirens of Ink”

Eu não sou super entendedora de tatuagens, na verdade ainda nem tenho uma, mas assisto o programa com uma felicidade enorme. Vejo o trabalho que essas pessoas tem e admiro taaaanto o que eles conseguem fazer, passar do papel para pele desenhos absolutamente incríveis! Acho sempre uma droga que eu não consiga conversar com meus amigos sobre isso, sobre os tatuadores que eu acho simplesmente incríveis e sobre os que eu escolheria para me tatuar (dá-lhe Sarah Miller!! <3)

Sarah Miller

Pesquisei sobre tatuagens para me inteirar melhor e achei alguns fatos bem interessantes:

A palavra tatuagem se originou do inglês “tattoo”, quando em uma expedição para a Polinésia, em 1769, o capitão James Cook registrou em seu diário de bordo que naquela região o ato de pintar o corpo era chamado de tatau.

“Cem anos depois, Charles Darwin afirmaria que nenhuma nação desconhecia a arte da tatuagem. De fato, dos índios americanos aos esquimós, da Malásia à Tunísia, a maioria dos povos praticava ou havia praticado algum tipo de tatuagem. Com a invenção da máquina elétrica de tatuar, em 1891, o hábito se espalhou ainda mais pela Europa e pelos Estados Unidos. No final do século XX, a pele desenhada, até então uma característica quase exclusiva de marinheiros e presidiários, tornou-se uma das mais duradouras modas jovens.”

TAITI

No Taiti, acredita-se que a arte de tatuar tenha sido ensinada pelos deuses, e, por conta disso, ao serem realizadas devem seguir rituais especiais. As mulheres só podem tatuar os braços, as pernas e o rosto, já os homens tem a liberdade de tatuar o corpo inteiro. No geral, na Polinésia, a tatuagem é utilizada como símbolo de classe social.

JAPÃO

O Japão foi um dos países que mais desenvolveram novas técnicas de tatuagem, onde as sessões podem chegar a durar anos e os desenhos cobrirem o corpo inteiro, exceto as mãos e os pés. A tatuagem também é associada à máfia Yakuza e a criminalidade.

Foi desenvolvida também no Japão a kakoushibori, uma tatuagem feita com produtos químicos que fazem com que a tatuagem apareça apenas em algumas situações mais singulares, como, por exemplo, quando a pessoa toma alguma bebida alcoólica ou após o ato sexual.

NOVA ZELÂNDIA

Os nativos da Nova Zelândia são chamados de maori, suas tatuagens típicas em forma de espirais tinham como objetivo distinguir as pessoas das diferentes classes sociais existentes, onde cada espiral simbolizava um nível hierárquico, também distinguiam guerreiros. Escravos não podiam se tatuar.

Depois que líderes maoris morriam, suas famílias conservavam a cabeça tatuada como uma relíquia.

ÁFRICA

A prática mais comum nas tribos africanas (e que vem se tornando mais comum também hoje em dia), é a escarificação, que é a realização de incisões na pele que produzem cicatrizes. Ela pode ser utilizada para fins terapêuticos (colocar medicamentos diretamente no corpo) e para marcar ritos de passagem. No Sudão, por exemplo, as mulheres passam por três escarificações: elas marcam o peito aos 10 anos, os seios após a primeira menstruação e braços, pernas e costas após a gestação.

“No Brasil, o precursor da tatuagem moderna foi um cidadão dinamarquês chamado Knud Harald Lucky Gegersen. Ele ficou conhecido como Mr. Tattoo, ou apenas Lucky.

ink-master-série-tatuagem-tv-netflix-ocabide-3

O dinamarquês chegou no país em 1959 e morou em Santos, no litoral paulista. Manteve-se financeiramente utilizando seu talento como desenhista e pintor profissional.

Lucky teve grande importância no mundo da tatuagem nacional. Os tatuadores associam a ele a chegada da tatuagem no Brasil, assim como a sua populariação e, por isso, dizem que por mais imperfeita que seja a tatuagem de Lucky, ela vale muito. Ele foi notícia em vários jornais nacionais, e em 1975 foi personagem de uma matéria do jornal “O Globo” que o nomeou como único tatuador profissional da América do Sul.”

Fuçando mais um pouquinho, encontrei  o Polaco Tattoo, o estúdio que abriga o chamado Museu da Tatuagem aqui em São Paulo. Você pode visitá-lo realizando agendamento prévio. Uma descrição mais detalhada do que é a exposição:

“Idealizado pelo colecionador e tatuador profissional Polaco, o museu possui cerca de  500 itens de sua coleção pessoal e de doações de amigos. Na seleção das obras estão desenhos preparatórios, objetos que ilustram a tatuagem entre povos primitivos, gravuras, projetos finalizados além de fotografias, recortes de jornais e revistas, máquinas manuais e usadas em cadeias brasileiras e em antigos presídios da Rússia, improvisadas com barbeadores, cordas de violão e ampolas de seringa, além de uma reprodução da patente da caneta elétrica de Thomaz Edson, em 1.805, entre outros. 

O objetivo do museu é de informar a origem e a evolução da tatuagem , costumes e usos, mostrando que esta ornamentação dos corpos está presente como uma forma de linguagem do ser humano, que se expressa em desenhos fixados eternamente na pele,  tendo o corpo como suporte de uma obra de arte que atravessou milênios ao lado do homem até os dias de hoje.

O Museu Tattoo Brasil está localizado no Estúdio Polaco Tattoo, na Rua Vinte e Quatro de Maio, 225, 1º andar, Centro. Para visitação é necessário prévio agendamento pelos fones (11) 3222-8049 e 3333-4220.” 

Dá uma olhada em um rolê que o canal Andando por SP fez no Museu:

Se mais alguém assiste a série me diga o que acha e quem é o seu tatuador preferido aqui nos comentários! Estou feliz pois, de alguma forma, eu pude compartilhar meu amor por Ink Master! <3

A Netflix tem a primeira temporada disponível, as outras eu assisti online aqui, assim como os episódios especiais!

Espero que curtam! Beijo! (:

Fonte 1
Fonte 2
*imagens: reprodução

Estudante de psicologia, fanática pelas mentes mais loucas imagináveis. Adoro um bom livro, um ótimo filme, fones de ouvido e uma música pra dançar.

Fantasmas trash de 2001

Ooi, ooi!

Fiquei algum tempo sem postar, a faculdade está me consumindo profundamente, mas pretendo voltar ao ritmo semanal agora, ou ao menos quinzenal, enquanto não entro de férias.

Com toda essa onda nostálgica de “De volta para o futuro” rolando, eu decidi falar sobre um filme que é nostálgico pra mim: “Os 13 fantasmas” (2001) de Steve Beck. É aquele tipo de filme beeem trash que eu assistia quando estava na segunda/terceira série com as minhas amigas, e, simplesmente morria de aflição e medo. Foi um filme que, assim como “O Chamado”, me marcou bastante.

“Quando o Dr. Cyrus Zorba (F. Murray Abraham) morre, ele deixa para seu sobrinho Arthur (Tony Shalhoub) uma mansão abandonada, para a qual Arthur resolve se mudar juntamente com sua família. Porém, o que Arthur e sua família não sabem é que o Dr. Zorba construiu a mansão com a finalidade de aprisionar treze fantasmas e, por ter falecido antes de concluir seu intento, a mansão agora é assombrada por doze fantasmas de pessoas que tiveram mortes trágicas e que não podem deixar seus respectivos aposentos. Os fantasmas apenas podem ser vistos com a utilização de um óculos especial e logo eles passarão a atacar Arthur e sua família.”

Apesar de sempre ter gostado do filme, a história de cada um dos 12 fantasmas que já pertenciam a casa antes da morte da esposa de Arthur, nunca havia ficado muito clara pra mim, por isso decidi ir atrás de cada uma delas para contar de forma rápida para você, lembrando que pode haver mais de uma versão sobre cada história, mas elas são, pelo menos, parecidas. As histórias podem ser trágicas, mas assistir a esse filme é a mesma coisa de assistir “Chucky, o boneco assassino”, ou seja, aquele filme que um dia já foi de terror, mas hoje pode ser quase uma comédia meio trágica ou um terror para crianças…

O Torso: 

Jimmy Gambino era um apostador, vivia disso. Fez apostas até gastar seu último centavo em um jogo de pôquer com um mafioso. Ele apostou sua mulher e seus filhos, mas havia um porém, ele não possuía mulher ou filhos; sendo assim, Jimmy tentou fugir para se livrar da dívida, mas acabou sendo pego e morto pela máfia, que o usou como exemplo para colocar medo nas outras pessoas. Jimmy foi cortado em vários pedaços que foram enrolados em papel celofane.


A Mulher Amarrada: 

Nascida em berço de ouro, Susan Legrow tinha de tudo. Seus pais eram as pessoas mais ricas da cidade e Susan, a garota mais popular da escola. A vida não podia ser mais perfeita, mas o defeito de Susan era como tratava os homens. Flertando e brincando, deixava vários corações partidos. Seus amigos diziam que ia se arrepender e tinham razão. No ultimo ano, namorou o jogador Chet Walters. Na noite da formatura Chet pegou sua garota com outro.O rapaz foi achado morto e Susan desaparecera. Duas semanas depois acharam o corpo de Susan enterrado no campo de futebol, na linha das 50 jardas. Estava amarrada com cordas e estrangulada. Chet foi preso e no corredor da morte disse: "A vadia partiu o meu coração, então parti o pescoço dela".
Nascida em berço de ouro, Susan Legrow tinha de tudo. Seus pais eram as pessoas mais ricas da cidade e Susan, a garota mais popular da escola. A vida não podia ser mais perfeita, mas o defeito de Susan era como tratava os homens. Flertando e brincando, deixava vários corações partidos. Seus amigos diziam que ia se arrepender e tinham razão. No ultimo ano, namorou o jogador Chet Walters. Na noite da formatura Chet pegou sua garota com outro.O rapaz foi achado morto e Susan desaparecera. Duas semanas depois acharam o corpo de Susan enterrado no campo de futebol, na linha das 50 jardas. Estava amarrada com cordas e estrangulada. Chet foi preso e no corredor da morte disse: “A vadia partiu o meu coração, então parti o pescoço dela”.


A peregrina:

Em 1675, a órfã Isabella Smith deixou a Inglaterra esperando achar um lar numa vila da Nova Inglaterra. Mas problemas começaram logo após sua chegada. Os moradores da vila não confiavam em forasteiros. Quando os animais da cidade começaram a morrer misteriosamente, o padre acusou Isabella de bruxaria. Ela negou, mas todos se voltaram contra ela. Além dos animais mortos sem explicação, o padre também ficou doente. Os aldeões condenaram Isabella à morte na fogueira. Momentos depois Isabella saiu, misteriosamente, ainda viva, sem uma queimadura na pele. Então, ela foi sentenciada à ficar aprisionada no tronco, em praça pública diante de todo o povo da cidade. Lá, ela ficou por semanas, apedrejada por crianças, amaldiçoada e cuspida, e a humilhação foi demais. Isabella acabou definhando e morrendo.


A Princesa Revoltada:

A princesa revoltada era uma jovem cuja beleza foi sua ruína. Dana Newman foi abençoada com a beleza de uma deusa, mas amaldiçoada pela incapacidade de reconhecê-la. Sua vaidade e insegurança, eram preenchidas por namorados abusivos. Aos 20 anos, a depressão arrastou Dana para uma auto-aversão, que os médicos tentavam combater. Em busca da perfeição, trabalhou com um cirurgião, sendo paga em plástica de nariz, de seios, e uma lista de infinitas operações desnecessárias. Uma noite, sozinha na clinica, Dana tentou se operar sozinha, para remover um pequeno defeito no rosto. Mas a cirurgia deu totalmente errado, e ela ficou cega de um olho. Finalmente, desistiu da perfeição, e se mutilou na banheira até suas veias secarem. Disseram que era tão linda morta, quanto viva.

O Chacal: 

Ryan Kuhn, o homem que se tornou o “Chacal”, nasceu em 1887, filho de uma prostituta. Ryan criou um desejo doente e insaciável por mulheres atacando prostitutas com uma habilidade animal. Para curar seu apetite sexual insaciável, ele mesmo se internou num manicômio. Após anos presos num quarto acolchoado, ficou totalmente louco e arranhou tanto as paredes, que suas unhas foram arrancadas. Os médicos o mantinham sempre na camisa-de-força, apertando mais quando tinha ataques, torcendo terrivelmente seus membros. Lutando para se soltar, Ryan roeu a camisa-de-força. Então os médicos puseram uma gaiola em sua cabeça, e o confinaram numa jaula, num porão escuro. Lá, desenvolveu total repulsa pelo contato humano, berrando sempre que alguém se aproximava. Quando o manicômio se incendiou, todos fugiram, menos Ryan. Ele fugia dos bombeiros, gritando, “Fiquem longe de mim!”. Para Ryan, agora era preferível a morte do que ser tocado por qualquer pessoa.

O Príncipe Dilacerado: 

Em 1953, Royce Clayton era o super astro do beisebol da Escola Valley High, usando aonde quer que fosse sua jaqueta do uniforme do time com suas iniciais. Tudo era dado a Royce numa bandeja de prata e ele se achava intocável e melhor que todo mundo. Numa certa noite, entretanto, este arrogante imitador de James Dean foi longe demais. Ele desafiou um marginal local para um pega de carros até a beira de um penhasco e achou que a vitória estava no papo. Só que não conseguiu frear a tempo e acabou transformando-se no astro de um terrível acidente automobilístico, tendo todo o lado direito de seu corpo e seu rosto dramaticamente dilacerado e retalhado, aposentando definitivamente seu taco.

A Mãe Horrenda e o Bebezão:

Margaret shelburne era uma mulher tímida que nunca se defendia, principalmente porque só tinha 90cm de altura. Desde pequena, todos encarnavam ela por isso. Sua própria mãe, às vezes, vestia-a como uma boneca. Depois da morte de sua mãe, Margaret passou a viver nas ruas. Um dia, um homem chamado Jimbo, junto com seus amigos-capangas, sequestraram e aprisionaram Margaret, forçando ela a viver numa jaula. Uma noite foi estuprada por Jimbo, que tinha um poderoso machado e era conhecido como “golpe de ferro”. Então nasceu Harold, o bebê gigante de 140kg. Harold foi mimado e bajulado desde o nascimento por Margaret, que tentou criá-lo para ser seu protetor e para levar a cabo seu plano de vingança contra Jimbo e seus capamgas, que eram lenhadores. Com o mal costume, Harold nunca aprendeu a se cuidar, então, usou fraldas a vida toda.Sempre sofrendo gozação dos capangas de Jimbo, que não os deixavam em paz. Mas Margaret pretendia usar seu filho gigante para se vingar de Jimbo e seus ajudantes. Harold tornou-se um fã ardoroso do machado de Jimbo, e, em pouco tempo, já derrubava fileiras inteiras de árvores enormes. Mas logo ele trocou as extração madeireira pela humana, gritando “Madeira!”, cada vez que cortava um dos capangas de Jimbo pela raiz. Após Harold ter “derrubado” todos os capamgas, não obteve sucesso na hora de matar Jimbo, que tomou o machado de Harold e mutilou mãe e filho muito além da nossa imaginação.

O Martelo:

George Markley era um ferreiro honesto em 1890, antes dos eventos horríveis que fizeram dele “O Destruidor”. Um operário chamado Nathan, acusou injustamente George de roubo, ameaçando expulsá-lo da cidade. George infrentou Nathan e se recusou a partir. Um dia, sua esposa e filhos vinham do mercado, quando foram atacados e mortos por Nathan e seus homens. Furioso, George perseguiu Nathan e seus homens, e os massacrou com o seu martelo de ferreiro. Os cidadãos arrastaram George de volta à sua loja, onde aplicaram uma forma brutal de justiça. Amarrado numa árvore, cravaram pregos em seu corpo com seu martelo. Concluíram a tarefa, cortando fora sua mão, grotescamente presa ao membro decepado, estava a preciosa ferramenta, o martelo, pronto para a ultima chance de vingança.

 
A Amante Acidentada:

13 fantasmas-2
Jean Kriticos era uma mãe carinhosa e boa esposa. Extrovertida e inteligente, a mãe mais popular nas reuniões de pais e mestres, ela dedicava todo o seu tempo à sua família. Seu marido a amava e seus filhos a idolatravam. Mas sua felicidade chegou ao fim em uma noite funesta. Depois de decorar a árvore de natal, a família se aconchegou diante da lareira. À noite, uma acha rolou, incendiando o tapete. Foi quando ocorreu um terrível acidente e ela morreu tentando salvar os filhos – com seus sonhos de um lar feliz destruídos para sempre.


O Filho Primogênito:

Antes de se tornar O filho primogênito, Billy Michaels era apenas uma criança teimosa. Sua obsessão por caubóis e índios superava tudo. Tentar tirá-lo desta fantasia, causava um ataque de ira. Seus pais não ligavam, até o dia em que o vizinho achou um arco e flecha no armário do pai, e desafiou o caubói Billy para um duelo. Mas a arma de brinquedo não foi páreo para a flecha que tirou sua vida.

O Demolidor: 

Horace Mahoney era um gigante de 2,10 metros. Sua mãe o abandonou quando pequeno e seu pai o fez trabalhar no ferro-velho. Lá, Horace passou a adolescência sozinho destruindo e esmagando carros velhos. Seu pai morreu, e sem ninguém no mundo ele enlouqueceu. Suas primeiras vítimas foram duas caronistas. Levou-as ao ferro-velho e as rasgou com suas mãos dando os pedaços aos cães. Muitas mortes se seguiram. Gostava de atrair motoristas perdidos ao ferro-velho onde quebrava cada osso de seus corpos. Mas sua sorte acabou, quando Horace pegou uma policial disfarçada. Foi preciso 12 homens para dominar o gigante, três morreram quando Horace escapou das algemas. Mas a luta de Horace chegou ao fim quando cinco policiais dispararam 50 tiros nele. E para garantir, outro pente de balas em seu corpo inerte.

 

*Fontes: 1, 2, 3

“Os Treze Fantasmas” é um remake de “13 Fantasmas” (1960) dirigido por William Castle que possui uma sinopse um pouquinho diferente:

‘Ao morrer, o recluso Dr. Zorba deixou uma mansão assustadora para seu sobrinho, Cyrus Zorba (Donald Woods), que atravessa uma grave crise financeira. Com a sua família Cyrus se muda a mansão. Eles também herdam uma coleção de 12 fantasmas, que só podem ser vistos através de óculos especiais. Os membros da família colocam então suas vidas em risco, para descobrir em qual local da casa o Dr. Zorba escondeu sua fortuna, mas parece que algo ou alguém quer evitar que Cyrus e sua família não consigam realizar este objetivo.”

No filme dirigido por William Castle, ele utilizou o processo Illusion-O, onde óculos com lentes azuis e vermelhas foram distribuídos para a plateia, e apenas utilizando esses óculos as pessoas conseguiriam ver os fantasmas na tela do cinema. Ao fim da sessão, Castle aparecia para falar com a plateia e dizer que eles poderiam levar os óculos para casa e encontrar novos fantasmas. No remake do filme pode-se ver uma referência a esses óculos, já que os personagens só conseguem enxergar os fantasmas quando estão utilizando óculos especiais.

Nunca assisti o filme original, mas pretendo, enquanto isso, segue aqui em inglês ou dublado.

O filme não possui grande roteiro, enredo ou até mesmo grandes efeitos especiais para os dias de hoje, mas achei que valia a nostalgia e também repassar a história dos fantasmas, que acabam sendo um complemento para o filme. Não é algo incrível, mas ainda hoje acho que vale a distração!

Até mais! (:

 *imagens: reprodução

Estudante de psicologia, fanática pelas mentes mais loucas imagináveis. Adoro um bom livro, um ótimo filme, fones de ouvido e uma música pra dançar.

Um jardim de amizades

“Se você olhar bem, verá que o mundo todo é um jardim” – Mary Lennox

Oi oi! Semana retrasada eu trouxe um filme dos anos 1980, Clube dos Cinco. Hoje, venho com um dos anos 1990, um dos meus filmes preferidos, com cenários maravilhosos e uma história linda: O Jardim Secreto.

O filme foi baseado no romance de Frances Hodgson Burnett publicado originalmente em 1911 e adaptado para o cinema pela polonesa Agnieszka Holland (dirigiu também a terceira temporada de House of Cards). Li só parte do livro, mas recomendo de qualquer forma para quem tenha a oportunidade de ler, nunca peguei em mãos a versão original em português.

O Jardim Secreto
Livraria Saraiva por R$19,48

“No início do século XX, Mary Lennox (Kate Maberly) vivia na Índia com seus pais, que não lhe davam muita atenção. Porém um estouro de elefantes os mata e, seis meses depois, Mary desembarca em Liverpool, na Inglaterra, para viver com Lorde Archibald Craven (John Lynch), seu tio, na mansão Misselthwaite, uma construção feita de pedra, madeira e metal na qual existem segredos e antigas feridas. Mary estava assustada naquele solar com várias dezenas de quartos e era incrivelmente mimada, pois lhe desagradava a idéia de vestir suas roupas, já que na Índia isto era tarefa de suas aias. A mansão é administrada pela Sra. Medlock (Maggie Smith), uma rigorosa e fria governanta. Lorde Craven perdeu a mulher há dez anos e nunca mais conseguiu superar a tragédia. Para piorar Colin Craven (Heydon Prowse), seu filho, também sobre de extrema apatia, sempre recolhido no seu quarto. Mais uma vez negligenciada, Mary passa a explorar a propriedade e descobre um jardim abandonado. Entusiasmada com a descoberta, Mary decide restaurar o lugar com a ajuda do filho de um dos serviçais da casa, conquistando assim a atenção do primo doente. Juntos eles desafiam as regras da casa e o velho jardim se transforma em um lugar mágico, cheio de flores, surpresas e alegria. O jardim secreto é um lugar fantástico onde não existe tristeza e arrependimento, um lugar onde a força da amizade pode trazer de volta a beleza da vida.”  

*fonte

Kate Maberly

O filme retrata o quanto boas amizades podem nos fazer bem, o quanto apoiar um ao outro pode ser importante, o quanto alguém pode fazer diferença na nossa vida só por estar lá e te dar força, seja para pensar de outra forma, abrir os horizontes ou passar por cima de obstáculos e pensamentos negativos que entram nos nossos caminhos. Mostra como mudanças podem ser coisas que inicialmente não gostamos, mas, no fim das contas, podem ser males que vem para o bem.

“Quando volta para o jardim secreto, ela [Mary] nutre sua alma vazia e experiencia a felicidade plena. Se seu mundo era antes atrofiado, ele é agora tão pleno de potencial que ela salta da cama de entusiasmo a cada nova manhã.
 
Como Mary, o crescimento de Colin está alinhado às estações do ano e o surgimento da vida no jardim: é o início da primavera.  O menino que antes era histérico, quase louco e hipocondríaco, torna-se um profeta do otimismo e zelo pela vida.
A transformação final, porém, que coincide magicamente com o momento de triunfo de Colin, é de Mr. Craven. Após anos de uma miséria auto-imposta, ele renasce e volta para casa para ser recompensado com a aparição de seu filho em perfeita saúde.
(…)
O jardim não é somente secreto, mas, principalmente, encantado, transmitindo, com sua beleza e mutação, as mais valiosas lições com o mais leve dos toques.” Yanna; Literatura para a sobremesa
Andrew Knott, Heydon Prowse e Kate Maberly

Mary, Colin e Dickon transformaram juntos um lugar cinza e sem vida em um jardim maravilhoso com todas as cores e flores imagináveis. Mudanças familiares acontecem, amizades novas fazem com que cada um passe pelas suas barreiras, eles aprendem uns com os outros, e, não tarde, os cenários vão mudando e as coisas se tornam mais leves, os sorrisos se tornam mais frequentes.

Não vi em nenhum outro filme o valor da amizade ser tão bem retratado. Como as diferenças podem fazer com que aprendamos uns com os outros, podem fazer com que pensemos diferente a respeito dos acontecimentos da vida e como nos ajudam a crescer como pessoas e a ultrapassar barreiras.

Andrew Knott, Heydon Prowse e Kate Maberly

As vezes, temos amigos que são tão importantes para nós e nos ajudam tanto quanto alguém que faz parte da nossa família. Pessoalmente, tenho mais de um alguém assim, a maioria das pessoas que estão sempre envolta são meus amigos, e reconheço a importância de cada um deles na minha vida e não trocaria por nada.

Algumas curiosidades:

– Elijah Wood (O Senhor dos Anéis) não aceitou o papel de Colin.

– Maggie Smith (Harry Potter; O Exótico Hotel Marigold; Downton Abbey)  foi indicada ao BAFTA de melhor atriz coadjuvante.

– Burnett também é autor da obra que originou A Princesinha, 1995.

Maggie Smith

– As externas foram filmadas em Allerton Park, em North Yorkshire e algumas partes de Luton Hoo em Hertfordshire, bem como em Pinewood Studios, em Buckinghamshire.

– O filme teve uma continuação, De volta ao jardim secreto, que não fez tanto sucesso.

– O filme já havia tido uma adaptação para o cinema em 1949.

Então, cultivemos nossas flores, nada cresce e permanece do nada sem um pouco de esforço de ambos os lados. Não, não precisam ser muitas, mas ninguém vive sozinho. Ser humano é um ser social, precisamos uns dos outros. Cada amizade é uma parte de nós. Cada um que passa na nossa vida nos faz crescer e aprender de alguma forma, seja em algo pequeno ou grandioso.

Heydon Prowse e Kate Maberly

As pessoas passam. Algumas ficam, outras vão… As vezes a vida nos força a fazer escolhas e, quando percebemos, cada um foi para um lado. Mas nem sempre é a distância que afasta, as vezes, quem está pertinho fisicamente pode estar muito longe; e quem está bem longe  fisicamente pode estar mais perto do que qualquer outro que vemos no dia a dia. Tenho amigos em outros países, cidades e estados, e nada muda o que sinto por cada um deles.

Um dos melhores “conselhos/discursos” de amizade que tive foi de um amigo que conheci durante o intercâmbio e foi uma das vezes que me senti mais do que bem comigo mesma. Ele é da Líbia, uma pessoa incrível e que eu tenho uma admiração absurda. Meu melhor amigo mora, agora, na Inglaterra. Minha melhor amiga está na cidade vizinha mas nem sempre nos vemos. Amiga/o no sul, no Rio, no interior… Estão aí exemplos que tenho de que amizade não tem distância. E levo sempre cada um comigo e os mantenho perto da melhor forma que dá. Assim como o valor gigantesco que dou para aqueles que estão ao meu lado frequentemente. Cabe a nós, enfim, tirar o melhor de cada situação e o melhor que cada um tem a nos oferecer. De primeira, pode não ser algo que pareça positivo, mas no futuro, olhamos para trás e vemos a diferença que fez.

O Jardim Secreto mostra todo esse valor que devemos dar aos nossos amigos e estarmos abertos a novas pessoas em nossas vidas, pois nunca sabemos o que elas podem fazer por nós.

Andrew Knott e Kate Maberly

*imagens: reprodução

Estudante de psicologia, fanática pelas mentes mais loucas imagináveis. Adoro um bom livro, um ótimo filme, fones de ouvido e uma música pra dançar.

BEDA | O clube dos cinco

“E essas crianças em que você cospe enquanto elas tentam mudar seus mundos,
são imunes aos seus conselhos, elas sabem muito bem pelo o que estão passando.”
– David Bowie

Hoje decidi fazer uma “viagem” de volta aos anos 1980 para falar sobre um dos melhores filmes da época: “O clube dos cinco”.

O filme foi dirigido por John Hughes, que foi também diretor de “Curtindo a vida adoidado”, “Gatinhas & Gatões” e “Mulher nota 1000”, ou seja, alguns dos filmes da época. O Clube dos Cinco estrelou Emilio Estevez (Andrew Clark – atleta), Judd Nelson (John Bender – criminoso), Anthony Michael Hall (Brian Johnson – nerd), Molly Ringwald (Claire Standish – princesa) e Ally Sheedy (Allison Reynolds – esquisita)

O elenco do do filme e o diretor e roteirista John Hughes

O filme que possui roteiro e história bem claros. Um dos poucos que consegue te cativar durante o filme inteiro mesmo acontecendo praticamente apenas um cenário: a biblioteca para onde os cinco alunos, de personalidades completamente diferentes, ficara em detenção.

Uma sinopse rápida: “Em virtude de terem cometido pequenos delitos, cinco adolescentes são confinados no colégio em um sábado, com a tarefa de escrever uma redação de mil palavras sobre o que pensam de si mesmos. Apesar de serem pessoas completamente diferentes, enquanto o dia transcorre eles passam a aceitar uns aos outros, fazendo várias confissões e tornando-se amigos.”

No início, o filme mostra nitidamente a preocupação adolescente sobre o que os outros pensam e o que vão falar se você passar a conversar com determinada pessoa ou as consequências sociais dee um simples oi no corredor (da qual me referi quando falei sobre meu ensino médio e Meninas Malvadas); mas no decorrer da história a convivência forçada entre as personagens mostra que pessoas extremamente diferentes podem se tornar amigas ou até algo além disso.

O diretor do colégio pede para que os alunos escrevam uma redação dizendo quem eles pensam que são. O pedido é simples, mas como resumir tanto de nós em tão pouco? Dá pra nos limitarmos a uma palavra ou, simplesmente, algumas linhas? Somos pessoas tão complexas, que é incrivelmente difícil dizer quem somos, sem contar as constantes mudanças pelas quais estamos sempre passando, e, mesmo assim, ainda acho que Brian fez um bom trabalho em seu texto final ao dizer que somos um pouco de tudo:

Bender começa a satirizar as famílias dos outros quatro presentes ali na sala, e, em seguida, a sua própria, e os problemas familiares de cada um deles começam a surgir durante a trama e aproxima os personagens.

Apesar de não dizer nada durante os primeiros 30 minutos de filme, Allison trás uma das falas mais interessantes do filme ao se dirigir a Claire em um dos momentos em que estão todos sentados no chão discutindo os motivos pelos quais estão lá. “É como uma faca de dois gumes. Se disser que não [se disser que é virgem], é puritana; se disser que sim [que já fez sexo], é uma vadia”, e nessas duas linhas Allison consegue resumir o que é uma parte do mundo feminino, e de certa forma masculino, onde tudo é colocado nos extremos. Eu não entendo porque é tão difícil aceitar que as mulheres também fazem sexo e sentem prazer nisso, sem que isso as torne vadias. Ou uma mulher escolher não transar por algum motivo particular e por isso ela ser taxada como puritana ou ignorante que não entende nada do assunto. Não dá pra aceitar de maneira natural que o mundo feminino também tem sexo? Um pequeno detalhe: o filme é de 1985, acho meio triste ainda termos que reforçar isso 30 anos depois.

breakfast-club-clube-dos-cinco-ocabide-1

No filme, Claire e Andrew ainda se vêem na posição de achar que precisam fazer tudo o que os outros querem que eles façam o tempo inteiro, e são questionados por seus colegas. “Se você não quer, então porque você faz?”, é a pergunta que fazem. E não é de se surpreender, que, ainda hoje, muitas e muitas pessoas vivam da mesma forma; com essa constante necessidade de tentar agradar a todos, sem perceber que não é bem assim que a banda toca. O próprio John Hughes aconselha: “Passe mais tempo tentando fazer algo por você mesmo e menos tempo tentando impressionar as pessoas.”

Tentar agradar a todos só vai resultar em mais pressão sobre si mesmo e um estresse totalmente desnecessário, e você vai ser a única pessoa a ser prejudicada com isso, afinal, os outros estão tendo o que eles querem.

breakfast-club-clube-dos-cinco-ocabide-2

Todo o trabalho em torno dos estereótipos no roteiro coloca ao final que as pessoas vão muito além daquilo que é posto a elas pela sociedade. Que os nossos amigos podem ser incrivelmente diferentes de nós, mas mesmo assim pode ser uma das melhores amizades que vai existir.  Que aquilo que as pessoas falam sobre você não é necessariamente o que você é, cada um é muito mais do que aquele “título” que a sociedade nos coloca, ou, simplesmente, aquilo que as pessoas vêem ao olhar para nós, seja na rua ou nos corredores da escola.

breakfast-club-clube-dos-cinco-ocabide-3

Algumas curiosidades: 

– O filme foi filmado em Rosemont. Eles usaram um colégio de verdade para filmar as cenas, mas o cenário de biblioteca foi montado no ginásio do local.

– A placa do carro de Brian Johnson é “EMC2”, para combinar com sua imagem de nerd. A placa do carro de Andrew Clark, papel de Emilio Estevez, é “OHIOST” (Ohio State), para manter sua imagem de atleta.

– O personagem de Hall, Brian Johnson, é deixado no colégio logo no começo do filme pela sua mãe e sua irmã verdadeiras. E quem faz  o papel de seu pai no final do filme é ninguém menos que John Hughes.

– Judd Nelson zoava tanto com Molly Ringwald fora das câmeras que quase foi demitido do filme. Seus colegas de elenco o defenderam, dizendo que ele estava apenas tentando não sair do papel.

– O zelador da escola foi eleito o Homem do Ano em 1969. A foto dele aparece na sala de troféus entre as fotos de outros alunos agraciados pelo prêmio no início do filme.

– Dos cinco protagonistas, apenas Hall e Ringwald eram adolescentes na época, com 17 anos. Estevez e Sheedy tinham 23 anos e Nelson tinha 26.

– Os atores foram deixados bem à vontade para improvisar, já que o diretor John Hughes queria a colaboração do elenco no filme. A cena em que eles fumam maconha é altamente improvisada. Mais de 60 mil metros de filme foram usados nas filmagens devido a tantos improvisos e colaborações entre os atores e o diretor. Na época, isso era uma marca incrível para um filme adolescente. O filme também foi gravado inteiramente na sequência, o que permitiu que os atores pudessem realmente viver seus personagens.

– Os produtores pediram a Billy Idol para gravar a música Don’t You (Forget About Me), a música-ícone que encerra o filme. O artista, no entanto, recusou o pedido e a quem gravou o hit foi a banda Simple Minds.

– O roteiro foi escrito em apenas dois dias.

*fonte

Conclusão:

As pessoas são mais do que seus estereótipos, quebre todos os padrões possíveis e não tenha medo de conhecer pessoas diferentes de você.

Não tente agradar todo mundo, isso não funciona, nem todos vão sair felizes em todas as situações.

A sexualidade ainda é tabu e alguns discursos ainda são os mesmos dos anos 1980, quanto antes isso mudar, melhor para todo mundo.

E, bom, mesmo com tantas coisas diferentes, podemos encontrar algo em comum com as pessoas que menos esperamos e dalí surgirem grandes amizades. Não é porque alguém é muito diferente de você que vocês não podem ser grandes amigos.

Não à toa, um dos meus filmes preferidos e, felizmente, disponível no Netflix!

 

*imagens: reprodução

**Saiba mais sobre o BEDA

badge_post_01

Estudante de psicologia, fanática pelas mentes mais loucas imagináveis. Adoro um bom livro, um ótimo filme, fones de ouvido e uma música pra dançar.

That’s so fetch!

Oi oi, gente!

Na verdade eu nem sei bem como começar dessa vez, afinal, tem tanta coisa para falar sobre esse filme que não sei onde é o ideal ponto de início. Bem, lançado em 2004 com roteiro da maravilhosa Tina Fey e direção de Mark Waters, Meninas Malvadas é um filme baseado no livro “Queen Bees and Wannabes”  de Rosalind Wiseman. O livro não é um romance, nem uma ficção, é um livro de auto ajuda que foi para as livrarias em 2002.

disponível por R$54,50 na Saraiva. (Nunca li, infelizmente!)

Sei que muitos já conhecem a sinopse, mas vai uma rapidinha:
Cady Heron (Lindsay Lohan) é uma garota que cresceu na África e sempre estudou em casa, nunca tendo ido a uma escola. Após retornar aos Estados Unidos com seus pais, ela se prepara para iniciar sua vida de estudante, se matriculando em uma escola pública. Logo Cady percebe como a língua venenosa de suas novas colegas pode prejudicar sua vida e, para piorar ainda mais sua situação, Cady se apaixona pelo garoto errado.

Eu sou o tipo de pessoa que sabe o filme de trás pra frente e que até uns anos atrás sabia toda a coreografia da cena de Jingle Bell Rock do show de talentos.

Passei a minha infância assistindo a esse filme repleto de dramas adolescentes, que vão desde a cor da sua roupa e quem você namora até a exclusão dentro do ambiente escolar e a formação daqueles conhecidos grupinhos que qualquer escola tem. Por isso, vejo esse filme como um reflexo um pouco exagerado (ou não) do ambiente escolar real.

garotas-malvadas-mean-girls-filme-ocabide

Que escola não tem aqueles grupos formados que não se misturam de forma alguma? Que escola não tem aquela pessoa “super popular” odiada por uns e amada por outros? Que escola não tem aqueles que fingem ser o que não são só pra ter uma atenção extra? Que escola não tem aquele professor chato (se alguém não lembra, no filme tem a cena em que a Cady não pode ir ao banheiro e nem comer na sala de aula. PEDIR PRA IR AO BANHEIRO?! Hoje eu, como universitária, acho isso o cúmulo)? Ou aquela professora legal que você sabe que pode pedir ajuda? Enfim, a escola é um lugar altamente dramático onde poucos se colocam no lugar do outro ou tem a cabeça aberta para o que vier ou para as pessoas que são diferentes daquilo que elas estão acostumadas a conviver. Muitos estão simplesmente preocupados com o seu status lá dentro (que vai servir pra que mesmo?) e se importando demais com o que os outros vão pensar deles (que importa porque?)  “Entrar para os matletas é suicídio social!” – Onde que, gostar de uma matéria, gostar de estudá-la e participar de competições é um problema?

Uma das melhores cenas do filme, e, que por incrível que pareça, já consegui colocar em uma prova de redação. “Chamar alguém de gorda não te faz mais magra Chamar alguém de burro não te faz mais inteligente. Tudo o que você pode fazer na vida é tentar resolver o problema que está na sua frente”

Vou levar mais em conta o ensino médio aqui, até porque é o período que o filme retrata. Tive a oportunidade de conhecer todo o tipo de gente no meu tempo no colégio, afinal, era uma escola com muita gente (só no meu terceiro ano eram 6 turmas e cada uma com 50 alunos em média). Conheci desde aquelas pessoas super democráticas até pessoas extremamente inteligentes e pessoas que eram incrivelmente boas companhias. Mas, por outro lado, também tive a oportunidade de conviver com pessoas que emanavam ódio pela escola e não se importavam nem um pouco em serem esnobes. Algumas Reginas. Algumas Janis. Alguns Aarons e Damians. Cadys, Gretchens e Karens.

Elenco reunido para a comemoração de 10 anos do filme

Não vou também apenas jogar pedras no meu ensino médio. Tive ótimos momentos e conheci algumas pessoas incríveis. Conto nos dedos só das mãos quem são meus amigos hoje que não fizeram ensino médio comigo. A maioria das melhores pessoas que conheci foram nesses 3 anos de céu e inferno, e quando digo que elas são incríveis eu não estou exagerando. São amizades estilo Janis e Damian. Amigos que hoje provam que a distância não é nada, que isso é apenas um fator a mais, mas que não tira, em hipótese alguma, a importância do que é.


Dentro da minha escola existia uma coisa realmente chata, que era: você vai ser olhado muito torto se não for igual a todo mundo e seguir o padrão existente lá dentro, seja por parte dos alunos ou de alguns professores (sim, professores). Na época da Páscoa, por exemplo, duas pessoas de cada turma se vestiam de coelhinhos para passar nas turmas e recolher doações dos alunos para comprarem ovos para crianças carentes (até aí ok, o projeto é legal), a questão é: chegou a mim um dia a seguinte informação: “os professores escolhem as pessoas mais populares pra conseguirem dinheiro”. Me desculpem se a informação que me passaram foi errada, mas fiquei simplesmente chocada por ver a escola dar suporte para a segregação de alunos. Qual era o problema em chamar outras pessoas?! Sim, sempre vai aparecer aquela pessoa que vai entender minha opinião como: “ah, você fala isso porque queria estar lá!”. Meu bem, eu podia querer, podia não querer, pra mim tanto faz, a questão sendo tratada aqui não é essa; a questão é a escola dar força para esse tipo de super padronização e super valorização pra algumas coisas e não para outras. Digo isso porque lá, se você não era de exatas, você sofria, ninguém valorizava muito a parte de humanas. Então que tal desviar um pouco a atenção de todo esse reforço de padrão e hiper valorização para algo que realmente seja útil para todos?

“I used to think that was just fat and skinny. But apparently there’s lots of things that can be wrong on your body.”

E, bom, aquele outra coisa retratada de forma bem explícita no filme: o conhecido drama do “me apaixonei por quem não deveria!”. Quem nunca? Pois é. E no ensino médio isso parece uma coisa muito maior do que realmente é.Aliás, quase tudo o que acontece dos seus 14 aos 17 anos, podem acabar se tornando tempestades em copo d’água. No filme, Cady se apaixona por Aaron que é ex namorado da Regina, e suas “amigas” simplesmente falam que ela não pode se apaixonar por ele.

GROOL!

Porque diabos você não pode se apaixonar por quem você quiser? Isso é uma questão pessoal, eu e minha melhor amiga por exemplo, levamos isso desde sempre com a gente automaticamente, mas há quem pense diferente. Mas enfim, alguém ficar te falando de quem você deve ou não gostar é simplesmente ERRADO! Seus amigos, namorados, namoradas ou o que for, devem ser quem você gosta por você e não pela sua imagem ou dos seus amigos.

E, ao fim do filme, quem não ama o discurso da Cady e da reviravolta, que mostra que as pessoas podem sim mudar?

Acho que nem preciso mais dizer o quanto, e o porque, acho que Meninas Malvadas pode ser real. E que sim, as pessoas podem mudar. A minha conclusão, é que o colégio é uma junção de todos esses dramas adolescentes: Meninas Malvadas, Pretty Little Liars, O Clube dos Cinco, American Pie, enfim… Cady não está errada quando tem as visões do mundo adolescente como uma selva, em que se você for se deixar levar por tudo o que falam de você, sua mente vai querer explodir. Onde algumas pessoas são capazes de facadas inimagináveis pra atingir um objetivo.

Algumas – várias – curiosidades:

  • Amy Pohler, que interpreta a mãe de Regina George, é apenas 7 anos mais velha que Rachel McAdams
  • A personagem Janis Ian (Lizzy Caplan), amiga outsider da protagonista, recebeu esse nome graças à cantora de mesmo nome – que foi a primeira convidada do Saturday Night Live, programa onde Tina Fey foi redatora por muitos anos. A verdadeira Janis tem até uma música bem fofa na trilha do filme, At Seventeen.
“Você acha que todo mundo te ama quando na verdade todos te odeiam.”
  • Umas cenas mais famosas na verdade não foi gravado com todas as atrizes juntas. A Lindsay era menor de idade na época e eles só tinham 9 horas para gravar com ela. A solução foi filmar tudo separado e em 48 frames por segundo (camêra lenta) e depois fizeram o ajuste do som e imagem na sala de edição. Na cena pode-se reparar sempre na pessoa que está falando, mas se você olhar para as outras personagens a cena estará em câmera lenta.

  • A frase You go, Glen Coco!, saída do filme, virou meme. Mas poucos sabem que o nome do personagem, que não tem nenhuma fala no filme inteiro, foi dado em homenagem a um amigo real de Tina Fey.

  • Em uma cena do filme, Cady (Lindsay Lohan) reconhece a música tocando no baile de formatura: Built this way, de Samantha Ronson – DJ que anos depois seria namorada de Lindsay na vida real. (ouçam a música, vale a pena!)
  • Sim, existe Meninas Malvadas 2, que é simplesmente uma droga e não tem nada a ver com o primeiro. Passou batido e não foram muitos os que assistiram.
  • Amanda Seyfried também fez o teste para o papel de Regina George, foi muito bem, mas acabou se saindo melhor como a Karen. Também li uma vez que a química da Lindsay Lohan com a Rachel como Regina era melhor do que com a Amanda. Segundo o diretor “Ela [Amanda] era muito mais assustadora, mas estranhamente menos intimidadora”


    Lindsay Lohan fez teste para interpretar Regina George e Rachel McAdams para ser Cady Heron. Existem várias histórias sobre essa troca de papéis, a mais interessante é que Lindsay se sentia ameaçada por Rachel quando elas contracenavam juntas, porque Rachel era mais velha e mais experiente. Vendo essa faísca, o diretor achou que seria legal explorar essa “insegurança” em cena e transformou Lilo na boa moça da história.

  • O diretor já havia trabalhado com Lindsay em “Sexta-Feira muito Louca”
  • Amy Poehler (mãe da Regina) escreveu o rap do Kevin G.  Além de escrever o rap, a atriz e roterista fez a coreografia e fez um intesivão de rap com Kevin G.

*minhas fontes: Borboletas na carteira, Hugo Gloss, Outra página.

Disponível na Netflix, para felicidade geral!!
Não deixem de procurar no youtube as cenas, infelizmente, deletadas, uma é melhor que a outra!

Um beijo e lembrem que quarta feira é dia de usar rosa! (:

*imagens: reprodução

Estudante de psicologia, fanática pelas mentes mais loucas imagináveis. Adoro um bom livro, um ótimo filme, fones de ouvido e uma música pra dançar.