BEDA #18 – Fazendo a Kátia Flávia

Vocês também se sentem adultando quando lembram de comprar calcinhas?
Eu fico postergando o gasto com roupas íntimas até não ter mais nada usável na gaveta. Nunca me liguei muito para lingeries “sensuais”, sempre fui mais o tipo que usa calcinha de algodão. E já houve uma época em que encontrar um modelo assim no meu tamanho significava ter que comprar calçolas com modelagens horrendas, que servem no máximo para cobrir o corpo.
Eu estou sempre acompanhando os lançamentos do segmento plus size por causa do meu trabalho, mas hoje pesquisa sobre roupa íntima plus size como consumidora e achei tanta calcinha linda que deixaria a Kátia Flávia com inveja!

Dá uma olhada:


A calcinha Gremion é perfeita para quem curte modelos mais básicos, mas gosta de um charminho.
R$35

GG.rie (marca da minha miga linda, Allyne Turano)
www.ggrie.com.br


Como resistir a lindeza da calcinha Diana?
R$42

Recriar (Estou de olho nessa marca desde que minha mãe me marcou em um post no Instagram. Tem tanta coisa linda!)
recriarlingerie.com.br


Minha nossa senhora da ppk confortável! Eu amo os tecidos dessa marca, esse é o modelo hotpant, que dá suporte para a barriga sem esmagar nada.
R$40

Basic 4 Curves
www.basic4curves.com.br


Esconde meu cartão de crédito! Como vivi até hoje sem uma calcinha metálica?
$27,99 (o conjunto)

Fashion Nova
www.fashionnova.com


Faz pouco tempo que a Bambina faz lingeries, mas eu sabia desde o começo que elas seriam lindas. Achei um amorzinho a calcinha strappy em rosa e preto.
R$57

Bambina
www.bambinabeach.com.br


Achei uma liquidação maravilhosa na Senhorita Plus, o boyshort está com 60% de desconto e está custando R$9,90. Esse tem estampa do Rolling Stones!

Senhorita Plus
www.senhoritaplus.com.br

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

BEDA #17 – Expressões capacitistas que deveríamos deixar de usar

Se tem uma palavra que eu uso muito para descrever quando estou entre amigos, essa palavra é louca. Acostumei a ser vista como alguém que tem uma sanidade questionável por ser bipolar. Mas a verdade é que isso é horrível. Primeiro porque transtornos mentais não afetam a sanidade dessa forma caricata, pessoas com transtornos mentais não são loucas e a grande ironia é eu usar tanto essa expressão mesmo sabendo o quanto ela pode ser ofensiva.

Nosso cotidiano é cercado por expressões que surgiram para questionar a capacidade alheia de forma difamatória e que nós usamos o tempo, sem questionar suas origens e sem pensar se de fato elas podem ser ofensivas para alguém. No post de hoje vou listar algumas expressões capacitistas que já passou da hora de aposentarmos.

Mas antes vamos definir o que é capacitismo:

Capacitismo é o tipo de discriminação direcionada às pessoas com algum tipo de deficiência física ou em condição de neurodiversidade.

Expressões capacitistas:

Retatardado/Mongol/Demente: Expressão que originalmente define pessoas neuroatípicas, mas que na maioria das vezes é usada em tom de deboche para questionar o cárater ou a capacidade de outra pessoa.

“Abstenho e finjo demência”: Cê acha ok fingir que tem demência?

Lesado (a): Faz referência à pessoas com algum tipo de lesão/deficiência física ou pessoas com um grau leve de oligofrenia . É uma expressão que pode ser usada de outras formas, mas geralmente diz respeito à capacidade mental das pessoas.

Aleijado (a): Qual é a dificuldade em dizer “PESSOAS COM DEFICIÊNCIA”? Nós não estamos mais na década de 1980, aleijado ou inválido não são expressões apropriadas para definir qualquer pessoa. Menos ainda seu filho que está com preguiça de recolher a própria toalha.

Louco/maluco: Faz ideia de quantos homens já usaram essa expressão como uma arma de gaslighting? A expressão é usada para questionar a sanidade mental de alguém.

Estar depressivo/bipolar: APENAS PAREM. Usando essas palavras aleatoriamente você está banalizando a depressão e o transtorno bipolar, que são condições debilitantes e seríssimas. Você não tem depressão porque tá na bad e não é bipolar porque estava de bom humor de manhã e de tarde não estava mais.

Esquisitão: Assim como “lesado” é uma expressão que pode ser usada de outras formas, também pode ser usada para definir pessoas com transtornos mentais e ou neuroatípicas. Pessos com fobia social, ansiedade ou autismo, por exemplo.

“Tomou seus remédios hoje?”: Tentativa de desvalidar a fala da pessoa, é uma expressão que anda lado a lado com “louca” e que pode ser facilmente usada como gaslighting. Como se a pessoa não fosse capaz de algo por ser dependente de algum medicamento.

“Sou/Estou cego”: Migo, no máximo cê é míope, vamos respeitar os deficientes visuais?

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

BEDA #16 – Galeria: Um amor chamado moletom

Quando as mulheres começaram a quebrar padrões relacionados aos seus corpos, acabaram vendo uma possibilidade que nunca tinham visto antes: elas não querem ser escravas de nenhum outro padrão.

Estamos questionando o uso do anticoncepcional, estamos descobrindo como lidar com nossa menstruação de formas diferentes e estamos brigando com o Senado pelo direito de escolha quanto à maternidade.

Também estamos exigindo equidade no ambiente de trabalho, cobrando a presença feminina nos palcos de eventos e na gestão das empresas.

A feminilidade compulsória está sendo derrubada, nossa sexualidade está mais fluída e estamos dispostas a sermos as principais responsáveis pelo nosso prazer.

Juntas estamos moldando um novo mundo onde nosso espaço seja garantido. E com tantas mudanças é claro que a nossa relação com a moda também ganharia um novo olhar. Já estamos calando a boca de quem critica comprimento de blusas e saias, e quanto mais reclamam, mais justas nossas roupas ficam. Mas a verdade é que essa é uma mudança mais profunda, que tem a ver com a nossa relação com as roupas e tudo o que esperamos que elas cumpram dentro dessa nova rotina. Não à toa a palavra conforto vem aparecendo no topo das pesquisas de consumo nos últimos anos.

Não dá mais para usar roupas desconfortáveis para atender as expectativas de uma sociedade que insiste em códigos de conduta ultrapassados. Nossa liberdade também vai nos trazer comodidade!

Criei uma galeria com fotos de mulheres que optaram pelo conforto do moletom e não sacrificaram de forma alguma suas identidades ou estilo pessoal. Dá uma olhada:

(Clique nas imagens para ver os créditos ou para navegar na galeria)

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BEDA #15 – Para musas fatness

A Wonder Size é uma marca de moda fitness plus size que vem inovando no segmento com muita cor, estampas empoderadoras e tecnologia têxtil.

A marca nasceu do sonho de duas mães empreendedoras, Amanda Momente e Marioli Oliveira. Após retornar grávida dos Estados Unidos e chegar aos 140kg durante a gestação, a corretora de imóveis Amanda se viu refém de roupas que não a representavam. Ao buscar peças para frequentar uma academia ela se deparava com o desafio de não ter o que vestir com mobilidade e conforto necessários para a prática de exercícios, além de não encontrar nada com o seu estilo descontraído e alegre. Ela produzia suas próprias roupas de ginástica com o auxílio de uma costureira. Depois de receber elogios pelas suas criações, surgiu a ideia de dividi-las com outras mulheres que, como ela, procuram se reencontrar e se reinventar através da moda e da qualidade de vida. Juntou-se à ela a designer Marioli Oliveira, uma feminista apaixonada por inovação, e assim nasceu a Wonder Size, marca de casual fitness cujas roupas vão da academia para as ruas e vice-versa.

Euzinha e Amanda Momente | Foto: Thaysa Wandeur

A marca tem participado de eventos por todo o país e criou o Wonder Day para se aproximar de suas clientes e desmistificar a presença de mulheres gordas em academias.

A marca comemorará seu primeiro aniversário no dia 25 de agosto, sábado, com um Wonder Day especial na Academia Ecológica Ecofit Aclimação, a primeira academia sustentável do Brasil, que fica no bairro da Aclimação, em São Paulo. Entre as aulas, que custam de 10 a 30 reais cada, estão muay thai, ginástica funcional, yoga e aula de dança com a dançarina Thaís Carla, que integra a equipe de bailarinos da cantora Anitta.

Confira a programação do 5º Wonder Day:

9h – 10h Muay Thai (15 vagas)
9h – 10h Quadra kids (12 vagas)
10h15 – 10h45 Funcional (10 vagas)
11h – 11h45 Eco Dance (20 vagas)
11h – 12h Quadra kids (12 vagas)
12h – 12h45 Yoga (20 vagas)
13h – 14h Quadra kids (12 vagas)
13h – 14h30 Aula de dança com Thaís Carla.

Para se inscrever nas aulas é só escolher quais opções quer fazer no fechamento da

Serviço:

5º Wonder Day @ Academia Ecológica Ecofit Aclimação
Data: 25 de agosto, sábado
Horário: 9h às 15h
Endereço: Rua Pires da Mota, 762 – Aclimação – São Paulo/SP (proximo ao Metrô Vergueiro – Linha Azul)
Estacionamento parceiro na academia: R$ 10 no dia do evento
As aulas custam de 10 a 30 reais cada e podem ser compradas pelo link no Sympla:
https://www.sympla.com.br/5-wonder-day-1-ano-da-wonder-size__336119
Para quem tem filhos, haverá atividades na quadra para crianças acima de 3 anos.
Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/293112388107772/

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

BEDA #14 – Perfis que você deveria estar seguindo no Instagram (PARTE 2)

A primeira parte desse post ficou muito legal e vocês curtiram bastante. Hoje finalmente trago a parte 2:

Rocio

As maquiagens da Rocia são elaboradas, cheias de cor e inspiração. Além disso ela é a única maquiadora que é referência no Instagram e não trata suas fotos para mudar a textura da pele. Ela tem lidado com acne (e publicado todo processo de tratamento no Stories) e é bem aberta com relação à questão. E é um refresco ver fotos de maquiagem sem retoques.

www.instagram.com/rocioceja_

Bonita de pele

Eu sou do tempo em que Jana Rosa trabalhava com moda e tuitava tudo o que rolava nos backstages de desfile e produções. Acompanhei o Casa da Narcisa do começo ao fim, depois veio o Agora que sou rica (que hoje é nome da sua marca de roupas e vi ela se aventurar na tv e na literatura. Não à toa o Bonita de pele já nasceu fadado ao sucesso. Skincare é pauta cada vez mais frequente, o mercado está nos apresentando inúmeras possibilidades no cuidado da pele do rosto e nesse perfil a Kana tenta desmistificar produtos e tratamentos, para aquelas que, como ela, são fascinadas pelo tema.

www.instagram.com/bonitadepele

Miriam Bottan

Não precisa navegar muito no perfil da jornalista Miriam Bottan para perceber que ela já teve uma relação bem doentia com seu corpo. Aos poucos vemos seus posts progredir para posts sobre alimentação e autoimagem. Hoje ela é bem mais pé no chão e sua jornada contra transtornos alimentares caminhou para a evolução de uma mulher que hoje é saudável e tem bastante inteligência emocional quando se trata de autoestima.

www.instagram.com/mbottan

Sarah Shakeel

Sarah é uma artista paquistanesa que ficou conhecida por cobrir estrias em glitter e ressignificar algo que a sociedade aponta como defeito há décadas. Seu trabalho é focado em colagens digitais e além do glitter ela também usa cristais, a galáxia e muitos outros temas para suas imagens cheias surrealistas.

www.instagram.com/sarashakeel

Manipulation Clan

Acho que só vão se interessar por esse perfil aqueles que também trabalham com design e fotografia. As imagens são criadas em photoshop por diversos artistas que trazem uma dose de escapismo para a fotografia tradicional.

www.instagram.com/manipulation.clan

Milena Paulina

Milena Paulina é a fotógrafa responsável pelo projeto “Eu, gorda” que tem como foco empoderar mulheres através do autoconhecimento e representatividade. Ela viaja o país todo fotografando mulheres com todos os tipos de corpos que despem-se diante de suas lentes para um novo olhar sobre si mesmas. Sua fotos são poesia pura.

www.instagram.com/olhardepaulina

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.