Um arco-íris gordo!

Cabelos coloridos não são apenas uma tendência divertida. Veja-os como o atestado de liberdade daquelas que estão cansadas de ceder à pressão para ter um look padrãozinho que a agrade a família tradicional brasileira.

Desde março assumi uma identidade mais colorida e personifiquei o “ Meu cabelo, minhas regras”, dando para minhas madeixas um tom nada discreto de pink:

Praticamente uma unicórnia! 🦄

Resolvi fazer uma galeria com gordas belíssimas com cabelos maravilhosos para te inspirar e te trazer para o lado colorido da força:

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O meu all star azul

Eu lembro claramente do que era moda quando eu estava no ensino fundamental:

As Patricinhas de Beverly Hills

Minissaia plissada xadrez com meias 3/4;

O elenco da primeira temporada de Malhação (1995)

A novela Malhação tinha acabado de estrear e fez com que a moda fitness fosse parar nas ruas, logo, todas as meninas usavam leggings e um meião de ginástica no lugar do uniforme;
Se você era alguém relevante tinha mechas loiras e bem marcadas no cabelo;

Quem lembra das All Saints?

Moletons oversized combinados com Converse de cano alto (que naquela época chamávamos de All Star) deixavam avisado que você curtia rock e passava o intervalo com a rodinha que acompanhava o menino que sabia tocar Legião Urbana no violão;

Jovens Bruxas (The Craft)
Fairuza Balk 4evah 🖤

Mas o Keds, que era bem mais caro, também era hit independente da sua “tribo”, tudo dependeria da sua escolha de cor e/ou estampa,

A não ser que você fosse fã do recém-lançado Jovens Bruxas e tenha aderido ao estilo gótico.

Sabe porquê eu lembro de todas essas coisas com tanta clareza? Porque eu não tive nenhuma delas.

A época em que eu estava desenvolvendo meu estilo pessoal coincidiu com uma época de instabilidade financeira para a minha família e comprar roupas descoladas não era uma prioridade.

Eu passei anos pensando nas roupas que eu não tinha, mas com uns 13 para 14 anos tive minha chance de mudar esse quadro. A situação aqui em casa melhoro bastante e no meu aniversário ganhei R$200 da minha mãe para comprar o que eu quisesse (quem é da época em que essa quantia valia muito?).

Esse era meu momento, finalmente teria roupas iguais as das meninas na escola, finalmente não me sentiria tão awkward e finalmente seria popular por um motivo que não fosse meu jeito estranho.

Mas quando eu estava nas lojas fazendo compras com a minha mãe, eu percebi que eu não queria nenhuma daquelas coisas de verdade, que nada daquilo me deixava feliz ou satisfeita.

Acabei usando essa chance para finalmente vestir algo em que eu me sentiria bem. A minha compra consistiu em uma jardineira oversized, uma legging metalizada, um converse azul turquesa e uma mochila vermelha.

Olhando para trás e analisando esse momento com cuidado, vejo que sempre tive uma relação única com a moda, porém, também sempre achei que deveria me adequar mais ao que pessoas esperavam de mim. Passei a adolescência toda e a maior parte do início da minha vida adulta lutando contra minha a aparência, porque eu queria ter aquela sensação de pertencimento e achava que para isso deveria me vestir como as pessoas ao meu redor, que era muito diferente do que como eu realmente  queria vestir.

Em 2013 iniciei um novo tratamento para o transtorno bipolar, foi difícil, mas me trouxe uma vida estável e cheia de conquistas. Como nada é perfeito, o tratamento me fez engordar, 20, 30, 40, 50 quilos até chegar no peso em que estou hoje. Eu poderia lutar contra isso (e eu até lutei por um tempo) ou poderia aceitar. Decidi aceitar, afinal meu peso e as marcas no meu corpo contavam uma história incrível de sobrevivência.

No processo de aceitação acabei me conhecendo de uma forma que eu nunca imaginava. Minha relação com a moda voltou a se assemelhar às experiências da menina magricela de cabelos curtos da década de 1990, e assim como naquele momento, eu optei por expressá-la. Foi assim que meu guarda-roupa ganhou tantas cores, tantas texturas e volumes. O principal critério para escolher algo para vestir é “Essa roupa vai mostrar quem eu realmente sou?”, se a resposta for não, não uso! Além disso eu tenho guiado meu estilo de forma a equilibrar a minha personalidade com a forma como me apresento. Eu sou introvertida e muito intensa, o cabelo cor de rosa ou um top prateado lembram a mim mesma, e ao mundo, que eu também carrego leveza e humor.

Graças a essa vivência hoje sou a melhor versão de mim! Ser gorda fez com que eu fosse a mulher que eu sempre quis ser! ❤️

*imagens: reprodução

Amigos que nunca foram os melhores

Eu estou longe de ganhar o prêmio de amiga do ano. O dia a dia é corrido e nem sempre consigo tempo para cuidar das minhas amizades. Como sou uma pessoa ciente de que a vida de quase todo mundo é corrida, também não cobro essa constância de ninguém.

Tenho alguns poucos bons amigos que sei que sempre vou poder contar na hora do aperto e no final das contas é isso que importa, né?

Mas no decorrer da vida acabamos conhecendo inúmeras pessoas que acabamos acreditar ser aquele alguém que vai mudar nossa postura com relação à convívio social, no s ensinar mais sobre o que realmente é amizade e literalmente vai nos fazer sentir como se estivesse vivendo em um episódio de Friends. Mas muitas vezes  acaba não sendo bem assim, né?

Esse são 5 tipos de amigos que não foram os melhores:

Canceriano

Esse é aquele tipo de amigo que nunca vai querer te ver sofrendo, afinal de contas só ele sofre, só a vida dele é difícil, se vocês um dia discutirem sobre qualquer coisa, mesmo que seja a cor do céu, o amigo canceriano vai jogar isso na sua cara, porque ele não apenas guarda o rancor, ele acumula.

É uma bilada, Cino!

Esse amigo sempre te procura, mas nunca é para saber de você. Sempre te chama para sair, mas não pergunta onde você quer ir. Sempre precisa desabafar, mas se você faz o mesmo “é drama”.
Esse amigo nunca te elogia, mas cobra ser elogiado.
Nunca cuida de você, mas exige ser cuidado.
Não reconhece seus esforços como amiga ou como ser humano.
E por último, mas não menos importante, é manipulador (inclusive foi assim que você caiu nessa roubada).

With benefits

Esse é aquele amigo que você conhece por acaso e desde a primeira cerveja já sente que vai ser seu bff. Você quer estar com essa pessoa o tempo todo e lembra dela em tudo que faz. Você começa a falar sobre esse amigo para todo mundo, até o dia em que alguém pergunta: “Vocês estão juntos desde quando?”. E você se depara com um fato que esteve na sua frente o tempo todo e de alguma forma você ignorou até agora, não era amizade, era crush!

Amigo do amigo

É aquela amizade maneiríssima que  você através de um outro amigo. Vocês têm muito em comum e vão dividir muitos momentos bacanas. Até você se afastar da pessoa que a trouxe para o seu convívio, seja por uma mudança, viagem ou simplesmente porque vocês estão seguindo caminhos diferentes.

Não amigo

Esse, na verdade, é um bom amigo, te faz bem, te ajuda a amadurecer, segura tua mão nas horas difíceis e vai estar do seu lado para momentos importantes. Até o dia que ele sumir. No começo você não percebe, mas com o passar do tempo nota que vocês só se encontram quando você o procura. Então você decide parar de procurá-lo e mais de um ano se passou e o tal amigo continuou MIA. Você se questiona se fez algo errado, se suas vivências não são pesadas demais para outros lidarem. Mas a verdade é que, se esse realmente é o caso, então a amizade nunca existiu de verdade. Mas vocês sempre terão a lembrança de tudo que compartilharam.
Zueiras à parte, sempre falamos muito sobre relacionamentos afetivos que são tóxicos, mas esquecemos que amizades também podem ser tóxicas, também tem um grande impacto na vida das pessoas e nos seus futuros relacionamentos. Se estiver acontecendo com você, procure alguém de confiança para desabafar e se afaste dessa pessoa.
Parece uma atitude egoísta, mas você deve se colocar em primeiro lugar e priorizar a sua estabilidade emocional. As amizades tóxicas são extremamente influentes e nós acabamos não conseguindo sair desse ciclo mesmo que estejamos desgastados, daí acabamos estressados e deprimidos.
*imagens: reprodução

A primeira foto que eu postei no Facebook

Há um tempo atrás assisti um vídeo no YouTube onde as pessoas avaliavam as primeiras fotos que postaram no Facebook. Fui dar uma olhada e tenho quase certeza que a minha primeira foto por lá foi essa:

Olhando para ela lembro de como era insegura, tinha acabado de sair da faculdade, estava deixando para trás um relacionamento ruim e amizades super tóxicas. Eu vivia em estado constante de ansiedade e medo. Eu não sabia quem eu era e isso era assustador. Além disso ainda não tinha sido diagnosticada e passava por médicos que me empurravam uma porção de remédios que eu nunca deveria ter tomado, então estava sempre em crise.

Eu queria muito abraçar essa menina da foto, mas ela me afastaria. Ela tinha medo de gente e acabou afastando todos ao seu redor.

Mal ela sabia que estava saindo de uma fase ruim para entrar em uma outra muito pior, mas como todos nós sabemos, ela é uma sobrevivente.

Eu ignorei muito essa fase da minha vida porque a considerava um fracasso, porque não me via como a protagonista da minha própria história.

Mas sem tudo isso não estaria onde estou agora. Não temos como superar algo que não tenhamos vivido. Talvez não precisasse ser assim, talvez houvessem coisas que poderiam ter sido feitas de forma diferente para diminuir meu sofrimento. Mas de alguma forma, eu precisava viver essas coisas para poder superá-las. 

Então cá estou, oito anos depois, vivendo a vida que me disseram que eu jamais conseguiria viver. Encontrei um ritmo para minha dança, busquei ajuda, não desisti.

Essa foi uma semana difícil, dolorida e cheia dos sintomas que uma mulher com transtorno mental enfrenta, mas tudo o que aprendi continua comigo,  e a vida, mesmo que confusa, segue cheia de surpresas, algumas são maravilhosas, outras são como uma fatura de cartão de crédito. 😂

Onde jazz meu coração

Nessa semana, em que recebemos a notícia do suicídio da estilista Kate Spade e do aclamado chef Anthony Bourdain, faço esse post para te lembrar da importância de pedir ajuda.

Eu sei que não é tão simples assim, que existem vários impedimentos. Que cuidar da cabeça custa caro e que nem sempre vemos possibilidades em tratamentos gratuitos. Mas você tem que tentar.

Não importa o motivo, depressão não é normal, não é algo que deveria fazer parte do nosso cotidiano.

Se você tem pensado em suicídio ou conhece alguém passando por isso, esses links podem te ajudar:

Quero Conversar

Como funciona o CAPS? http://portalms.saude.gov.br/saude-para-voce/saude-mental/acoes-e-programas-saude-mental/centro-de-atencao-psicossocial-caps

Nem todo transtorno mental tem cura, mas todos podem ser tratados. Eu sobrevivi ao pior de mim. Eu ainda estou aqui. Eu sou a prova viva.

Se você ainda não tem certeza sobre como e quando procurar ajuda de um psicólogo, experimente a terapia online. As vezes só por não ter que sair de casa, já evitamos um gatilho para a ansiedade e teremos mais força para seguir com um tratamento de forma mais diligente:

www.vittude.com

www.falafreud.com

zenklub.com.br

 

Se quiser bater um papo sobre isso me manda uma mensagem:

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facebook.com/OCabideOficial

Vai rolar Mini Pop Plus e o Bazar da Nic vai estar lá!

Neste sábado (24/03) vai rolar em SP a primeira edição do Mini Pop Plus, e eu digo primeiro porque já estou querendo que tenham várias outras! O evento acontece em parceria com a Agência Solano Trindade e terá apenas brechós e ponta de estoque com peças ATÉ 30 REAIS!

E o Bazar da Nic vai estar lá! Vou levar um montão de acessórios (brincos, colares, pulseiras, bolsas e sapatos) e algumas peças tamanho 46, com preços a partir de CINQUENTA CENTAVOS!

Separem o troco da feira por que vocês vão levar para casa muitas peças baratinhas, novas ou com pouquíssimo uso por um precinho mais que camarada. Dá uma olhada em algumas das peças que eu vou levar:

Além do Bazar da Nic o evento também contará com (Tudo custando de 5 a 30 reais!):

Marcas – Aline Vito, Assens, BASIC 4 Curves, Clube da Meia Calça, Maria Abacaxita, Rainha Nagô

Brechós – Africa Plus Size Brasil, Alice Ayres Primo (Madame’s Curves), Fabiana Traven (Plusforyou Rouparia – Brechó Boutique Plus Size), Flavia Durante (Pop Plus)

E como o Mini Pop Plus acontecerá dentro do evento Elas no Topo! também teremos uma programação recheada de debates sobre a luta feminista, sobre empreendedorismo e economia solidária para mulheres.

Veja a programação completa em https://www.facebook.com/events/159324988060779/

Parte da renda com as vendas será direcionada para os projetos sociais da Agência Solano Trindade, empreendimento que estimula a produção artística e a economia solidária na periferia de São Paulo. Site: https://agenciasolanotrindade.wordpress.com

Siga O Cabide no Instagram para acompanhar pelo Stories mais detalhes da participação do Bazar da Nic nesse evento maravilhoso: www.instagram.com/ocabide

===> Mini Pop Plus (até 30 reais) @ Agência Solano Trindade
Sábado, 24/03, 12h às 19h
Rua Batista Crespo, 105 – Vila Pirajussara (Campo Limpo) – São Paulo/SP
Mapa: https://goo.gl/maps/U87TsrEuDvo